... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
A justiça e a mediatização dos casos

Ana Rita, a jovem que acampou e esteve em greve de fome à porta do Tribunal de Cascais, como forma de protesto pelo facto de o seu filho ter sido considerado adoptável, viu recentemente o processo ser revisto e amanhã vai poder visitar Martim no Refúgio Aboim Ascensão, em Faro. Mais: brevemente, a criança será transferida para um centro de acolhimento próximo da área de residência dos pais.

 

Hoje, uma outra família, desta vez em Coimbra, decidiu seguir os mesmos passos de Ana Rita e acampou e iniciou uma greve de fome à porta do Tribunal de Menores. Também neste caso, a família reclama que uma criança, que foi retirada aos pais por uma situação de alegados maus-tratos entre estes e que foi dada igualmente para adopção, retorne a casa.

 

O efeito de imitação é por demais evidente. E é por demais preocupante. Por muito que nos garantam que a Justiça é imune à mediatização dos casos, que este tipo de comportamento em nada influencia as decisões dos juízes, a verdade é que casos como estes semeiam a dúvida em muitos cidadãos. E não será de estranhar se, cada vez mais, quem está a contas com a justiça e se sente injustiçado recorra a estes meios para fazer ouvir a sua voz.




Domingo, 20 de Janeiro de 2008
Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço

A notícia tem já uma semana, mas só hoje tomei conhecimento dela. É de tal forma caricata, que não posso deixar de a comentar aqui. Está uma vez mais relacionada com essa grande instituição que é a... ASAE! Não é que esta nova polícia, defensora da lei, da moral e dos bons costumes tem os extintores de incêndio da sua sede, na Avenida Conde de Valbom, em Lisboa, fora de prazo???!!! É caso para dizer "Em casa de ferreiro, espeto de pau" ou "Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço".  Esta situação relatada no semanário Expresso da semana passada levantam, desde já, várias questões. Que autoridade moral tem a ASAE para penalizar terceiros por não cumprirem os normativos legais, se ela é a primeira a violá-los? E quem fiscaliza a ASAE? Quem lhe levanta os autos-de-notícia e os envia para o tribunal? Já não bastava o presidente da instituição ter sido apanhado a fumar no Casino Estoril na noite de passagem-de-ano, numa altura em que a nova Lei do Tabaco estava já em vigor? Quantos mais casos de clara violação das leis iremos ainda descobrir relacionados com a nova polícia dos bons costumes? Sempre ouvi dizer que o primeiro exemplo deve vir de cima. Não é, claramente, o que se passa com a ASAE!


Jamé...: Escandalizada
Música: Relato do Barcelos vs Rancing Santander na SportTV1


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