... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009
E a RTP não pediu desculpas...

Faltavam cerca de cinco minutos para o final da partida entre F.C. Porto e Rio Ave. Sem qualquer pré-aviso, surge no écran o símbolo do o canal 1 da RTP. O telespectador, curioso por saber como é que o jogo iria terminar, aguarda que a transmissão seja retomada. Em vão. Alguns segundos depois, inicia-se um bloco publicitário que se prolonga até ao início do Telejornal. Até lá, não há qualquer informação escrita ou esclarecimento do locutor de continuidade sobre o porquê da transmissão ter sido abruptamente interrompida e de o telespectador ter sido impedido de ver o final da partida. Nem sequer um simples pedido de desculpas. É a RTP e o seu serviço público no seu melhor!




Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
O Momento da Verdade

Nunca fui apreciadora de reality shows, embora tenha tido sempre a curiosidade de entender o que leva tantas pessoas a candidatarem-se a programas onde a sua privacidade é literalmente dissecada à frente de milhões de telespectadores (será apenas a questão do avultado prémio monetário?). Muitos desses concorrentes serão capazes de encarar mal quem no dia-a-dia tecer qualquer comentário sobre a sua vida pessoal, mas não mostram qualquer pejo em falar abertamente disso sob os holofotes dos estúdios de televisão.

 

Tudo isto vem a propósito de O Momento da Verdade, transmitido pela SIC nas noite de segunda-feira. Nunca vi uma emissão do programa, mas já vi tantos resumos no Fátima e li tantas críticas e entrevistas dos seus intervenientes, que me sinto minimamente elucidade sobre o conteúdo do mesmo. Confesso que o que mais me perturba neste programa não é o facto de alguém admitir que já roubou ou que bate na mulher, por exemplo, mas sim o facto de os produtores do programa não verem qualquer problema em trazer estas confissões a público como se estas não constituíssem crime (já para não dizer que são moralmente condenáveis). E ainda defendem que os limites deste tipo de programas são a ética e a moral (sic).

 

 

Numa entrevista publicada na sexta-feira, na revista Notícias TV, o produtor de O Momento da Verdade, Piet-Hein Bakker afirma que não há "melhor maneira de denunciar este tipo de situações do que emitir um programa destes em horário nobre". Pergunto: se durante o processo de selecção um candidato confessar que bate na mulher ou que conduz sem possuir carta de condução, a produção ficará imóvel e esperará até à emissão do programa para que o crime se torne público? Mesmo que isso signifique, por exemplo, que a mulher do dito candidato continue a ser agredida por este? Na mesma entrevista, Piet-Hein garantia que não admitiria no programa pedófilos, nem homicidas. O que faria nestes casos: limitava-se a bani-los do processo de selecção ou denunciaria os crimes às autoridades policiais? Ficamos à espera das respostas.


Jamé...:


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Em co-autoria: "Memórias da Siderurgia - Contribuições para a História da Indústria Siderúrgica em Portugal", coordenação Maria Fernanda Rollo, ed. História e Câmara Municipal do Seixal, 2005
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