... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
Manual de boas práticas políticas

 O presidente da Câmara de Viseu e da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Fernando Ruas, foi hoje condenado em tribunal ao pagamento de uma multa de dois mil euros por incitamento à prática de um crime. A multa reporta-se ao polémico episódio em que o autarca, numa Assembleia Municipal realizada em 2006, incentivou os presidentes das Juntas de Freguesia a "correrem à pedrada" os vigilantes da natureza. Na altura, Ruas argumentou que a expressão era em sentido figurado. Agora, inconformado, vai recorrer da sentença.

 

 

Em Portugal, a história política, ou melhor, dos políticos, já comporta um conjunto substancial de episódios protagonizados por estes representantes dos cidadãos, que deveriam ser exemplos de boas condutas e boas práticas. O mais recente levou mesmo à demissão do ministro da Economia - lembram-se de Manuel Pinho e do seu gesto no Parlamento? Recordo-me que no dia em que apresentou a demissão (ou terá sido demitido?!), um dos argumentos que Pinho apresentou em sua defesa foi a de que não é um político profissional. Será que isso desculpa o seu gesto? Talvez fosse útil promover um mini-curso de "Como ser um político profissional" cada vez que alguém é eleito para um qualquer cargo político. E, por que não?, encomendar a Paula Bobone um "Manual do Político Profissional" ou "Etiqueta na Política".



Publicado por Fátima Mariano às 22:32
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
A propósito do desenrascanço português

O site norte-americano de humor www.cracked.com elegeu a palavra portuguesa "desenrascanço" como aquela que mais falta faz na língua inglesa. Sem dúvida, um motivo de orgulho para o nosso povo, useiro e vezereiro nesta arte de "solucionar problemas ou resolver dificuldades rapidamente sem grandes meios" (Dicionário Priberam de Língua Portuguesa). Certamente, um duplo motivo de orgulho para a classe política, bastante criativa no que diz respeito a encontrar soluções para os mais variados problemas do país, mesmo que estas passem apenas por lhes colocar um paliativo.

 

E por falar no tão típico desenrascanço português, nem sei como é que ainda nenhum compatriota se lembrou de montar um curso sobre "A Arte de Bem Desenrascar" e vendê-lo além fronteiras. Em tempo de crise económico-financeira, talvez fosse uma boa ideia para desenrascar mais uns euros no final do mês...



Publicado por Fátima Mariano às 23:08
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