... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
É Carnaval, mas alguém levou a mal!

Carnaval é sinónimo de ironia, sátira, crítica, caricatura. Um pouco por todo o país, os responsáveis pelos corsos carnavalescos dão asas à imaginação e esmeram-se para apresentar as melhores representanções do ano que passou. Em Torres Vedras, onde a tradição carnavalesca é das mais antigas do país (e das mais bonitas, na minha opinião!), a Câmara Municipal decidiu colocar uma réplica do famoso computador Magalhães com imagens de nudez no monumento ao Carnaval. Só que alguém levou a mal e apresentou queixa no Ministério Público. Que por sua vez mandou retirar a imagem considerada tendo um teor pornográfico com base numa lei datada de... 1976!

 

O caso seria para rir (afinal, estamos no Carnaval), se não fosse fruto de uma mentalidade totalmente desfasada da realidade e, quiçá, com outros propósitos que não zelar pela moral pública. Porque se formos falar em ofensas à moral pública, muito havia para dizer. Desde anúncios publicitários espalhados pelas vilas e cidades do país ou publicados em jornais e revistas até a algumas formas de arte pública ou programas televisivos. Enfim...

 

Felizmente, a decisão do Ministério Público acabou por ser revogada a pedido da Câmara Municipal de Torres Vedras, e o bem-dito Magalhães pode ser admirado por todos os foliões com as suas ditas imagens de nús. E esta, hein?

 

 




Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
O orçamento do Governo do choque tecnológico

O Governo do choque tecnológico, do computador Magalhães e das escolas ligadas à internet não conseguiu entregar, a tempo e horas, na Assembleia da República, o Orçamento de Estado para 2009. Apesar de ter sido esse mesmo Governo a solicitar a antecipação da data de entrega em um dia, devido a compromissos do senhor Ministro das Finanças. Apesar de este ter feito questão de sublinhar que "este documento, até o computador Magalhães abria". Pudera...

 

 

O Governo não entregou, a tempo e horas, nem sequer o documento por inteiro. Limitou-se a entregar no Parlamento uma pen USB com parte do documento, sem anexos, nem mapas. O dia foi de tal forma aziago em termos informáticos que até os próprios serviços da Assembleia da República tiveram dificuldade em fazer cópias dos documentos para entregar aos deputados. O que levou alguns destes a afirmar que "tudo não passou de uma encenação".

 

 

Argumentar que tudo se deveu a "complexidade dos documentos" e fingir que não se passou nada de anormal, como fez o primeiro-ministro (que recusou comentar o caso alegando ter pessoas à sua espera para jantar), não é próprio de um Governo que se diz adepto das novas tecnologias, que adopta políticas de desmaterialização de documentos e de serviços on-line, e muito menos dignificante de um primeiro-ministro que está constantemente a pedir aos portugueses que confiem nele porque, "ao contrário de outros", não vira a cara aos problemas.




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"Génese e desenvolvimento do movimento feminista português (1890-1930)", dissertação de mestrado em História do século XX, FCSH/UNL, Abril de 2005
Em co-autoria: "Memórias da Siderurgia - Contribuições para a História da Indústria Siderúrgica em Portugal", coordenação Maria Fernanda Rollo, ed. História e Câmara Municipal do Seixal, 2005
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