... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
Outra vez a EDP

De facto, a política de informação aos clientes é inexistente na EDP. Como já aqui escrevi, e repito, como entidade prestadora de um serviço público, a empresa não tem só direitos (o de cobrar, e bem!, pelo serviço que presta), mas também obrigações, uma das quais é esclarecer cabalmente os clientes das acções que pretende levar a cabo na sua área de residência, quando estas perturbam o normal fornecimento de energia eléctrica e/ou implicam a entrada de funcionários na nossa casa.

 

 

O que se passou, mais uma vez, com os meus pais é bastante ilustrativo do que acabei de escrever. Não se sabe quando, nem porquê, a EDP decidiu colocar um novo cabo na rua dos meus pais, o que implica a substituição do cabo que faz a ligação do poste da rede pública a cada uma das habitações. O que implica que esteja alguém em casa para permitir o acesso dos funcionários da empresa contratada para levar a cabo essa empreitada. Mas ninguém na rua foi avisado da empreitada, nem de quando esta seria levado a cabo.

 

 

Imaginem, por isso, o espanto dos meus pais quando lhe bateram à porta a pedir para entrarem no quintal, porque tinham de proceder à substituição do tal cabo. Operação essa que além de obrigar ao corte da corrente eléctrica dentro de casa, provocou danos na pintura da fachada, que foi pintada este verão. E eu pergunto: se, por acaso, não tiver sobrado um resto de tinta, quem vai suportar o custo com a compra de uma lata e pintar o que foi danificado? Será que para uma empresa como a EDP é demasiado complexo avisar os clientes antecipadamente das obras que vai levar a cabo? Não me parece. Mais uma vez, estamos perante um claro desrespeito pelos direitos do consumidor.




Domingo, 14 de Setembro de 2008
E de repente... fez-se escuro!

É legítimo esperarmos das entidades que prestam serviços públicos que os desempenhem de forma eficiente e, tanto quanto possível, célere. Principalmente, se pagamos antecipadamente para usufruirmos desse mesmo serviço. Há cerca de um mês, regressados a casa depois de um fim-de-semana prolongado, os meus pais encontram o passeio junto à garagem no estado que a foto documenta. Repararam também que o poste de iluminação pública era novo, mas que não tinha lâmpada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estranharam o caso. Não tinha havido qualquer aviso de que o poste ia ser mudado (foi o único na rua) e tratava-se do fim-de-semana do 15 de Agosto. No dia seguinte, segunda-feira, telefonaram para a EDP para perceber o que tinha acontecido, mas do outro lado responderam-lhe que não havia qualquer registo de ocorrência ou trabalho realizado naquela morada (?!). À noite, em conversa com vizinhos, souberam que o poste original tinha sido derrubado por um camionista no sábado à tarde e, por isso, o serviço de piquete da EDP tinha sido chamado. Assim sendo, como era possível o atendimento ao cliente nada saber? Cerca de duas semanas depois, e após muita insistência, o passeio foi finalmente arranjado e colocada uma lâmpada no poste. Não sei se como forma de recompensa ou não, bem mais forte do que as que existem na rua, ao ponto de à noite não ser necessário aceder a luz do quintal.

Numa empresa que tem como lema "Sinta a nossa energia", como é possível o serviço de apoio ao cliente não ter acesso, mais de 48 horas depois, ao relatório do que ocorreu numa situação daquelas, ainda para mais, quando esta ocorreu numa altura em que ningém se encontrava em casa? Mesmo tendo em conta que os serviços de reparação foram contratados a um empresa externa, não estará esta obrigada a comunicar à EDP em tempo (quase) real a realização destes?

É por casos semelhantes a este que muitas pessoas optam por denunciar os problemas primeiro os meios de comunicação social e só depois às entidades envolvidas nos mesmos. Quando, enquanto jornalista, as questiono por que razão optam primeiro pelos jornais e televisões, respondem prontamente: "Só assim é que eles se mexem"!
Infelizmente, em muitos casos, é bem verdade. 


Jamé...:


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Em co-autoria: "Memórias da Siderurgia - Contribuições para a História da Indústria Siderúrgica em Portugal", coordenação Maria Fernanda Rollo, ed. História e Câmara Municipal do Seixal, 2005
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