... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
Casa das Consciências Tranquilas

 

 

A expressão é de um motorista de táxi que ontem me conduziu à Assembleia da República e, se reflectirmos um pouco, não é de todo disparatada. Mais! Ao termo "tranquilas" atrever-me-ia a acrescentar o termo "relaxadas".

 

Não frequento muito aquela que é a casa dos deputados da Nação, mas nessas poucas vezes saí sempre com um sentimento de profundo desânimo e até mesmo de vergonha em relação à postura dos nossos representantes nas reuniões de trabalho. E onte, durante a audição do governador do Banco de Portugal em sede de Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, assisti, uma vez mais, ao laxismo e à falta de respeito dos nossos deputados para com os intervenientes e para com a instituição que representam.

 

Desde entrarem e saírem constantemente da sala para falar ao telemóvel ou, pior, falarem ao telemóvel no interior da sala enquanto decorria a audição (há um deputado de Direita que bate todos os recordes!); desde conversarem entre si, alto e bom som, e até mesmo soltarem sonoras gargalhadas (neste item, uma deputada de Esquerda ganha a todos), até navegarem na Internet ou escreverem um qualquer trabalho académico ou artigo político; desde assinarem a folha de presenças e saírem a meio das reuniões; há de tudo um pouco.

 

Cada vez mais me conveço que, de facto, não são necessários tantos deputados na Assembleia da República se o seu papel se limita a preencher o quórum. Como diz o velho ditado: "Vale mais poucos e bons do que muitos e maus".




Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
A culpa é da sexta-feira

No dia em que foram tornados públicos os nomes dos deputados do PSD que na sexta-feira faltaram ao plenário, o vice-presidente da Assembleia da República, Guilherme Silva (PSD), propôs que deixassem de realizar-se reuniões plenárias às sextas-feiras. Assim, a taxa de absentismo nesse dia da semana - que é elevadíssima - caíria abruptamente e a imagem que os eleitores têm dos deputados melhoraria, mesmo que o trabalho destes não aumentasse em quantidade e/ou qualidade.

 

 

Para quem ainda não tenha percebido, sexta-feira é véspera de fim-de-semana e a tentação de o prolongar bastante grande entre a classe política. E quando a segunda-feira seguinte é feriado, a tentação é ainda maior. As faltas sistemáticas de deputados é um verdadeiro atentado à democracia e à confiança dos cidadãos que os elegeram. Mas pior do que dar faltas injustificadas (ou mal justificadas), são os deputados doutorados em estratégias para faltar ao plenário sem terem falta. Esses, sim, passa verdadeiros atestados de estupidez aos cidadãos. E ainda se queixam que a taxa de produtividade em Portugal é baixa. Com exemplos destes, estão à espera do quê?

 




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"Génese e desenvolvimento do movimento feminista português (1890-1930)", dissertação de mestrado em História do século XX, FCSH/UNL, Abril de 2005
Em co-autoria: "Memórias da Siderurgia - Contribuições para a História da Indústria Siderúrgica em Portugal", coordenação Maria Fernanda Rollo, ed. História e Câmara Municipal do Seixal, 2005
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