... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
O orçamento do Governo do choque tecnológico

O Governo do choque tecnológico, do computador Magalhães e das escolas ligadas à internet não conseguiu entregar, a tempo e horas, na Assembleia da República, o Orçamento de Estado para 2009. Apesar de ter sido esse mesmo Governo a solicitar a antecipação da data de entrega em um dia, devido a compromissos do senhor Ministro das Finanças. Apesar de este ter feito questão de sublinhar que "este documento, até o computador Magalhães abria". Pudera...

 

 

O Governo não entregou, a tempo e horas, nem sequer o documento por inteiro. Limitou-se a entregar no Parlamento uma pen USB com parte do documento, sem anexos, nem mapas. O dia foi de tal forma aziago em termos informáticos que até os próprios serviços da Assembleia da República tiveram dificuldade em fazer cópias dos documentos para entregar aos deputados. O que levou alguns destes a afirmar que "tudo não passou de uma encenação".

 

 

Argumentar que tudo se deveu a "complexidade dos documentos" e fingir que não se passou nada de anormal, como fez o primeiro-ministro (que recusou comentar o caso alegando ter pessoas à sua espera para jantar), não é próprio de um Governo que se diz adepto das novas tecnologias, que adopta políticas de desmaterialização de documentos e de serviços on-line, e muito menos dignificante de um primeiro-ministro que está constantemente a pedir aos portugueses que confiem nele porque, "ao contrário de outros", não vira a cara aos problemas.




Quarta-feira, 9 de Abril de 2008
As Finanças e o choque tecnológico

Desde há cerca de três anos que me tornei adepta das declarações electrónicas do IRS. Têm campos pré-preenchidos e evitam que tenhamos de estar horas infindáveis nas filas das repartições de finanças, à espera que algum funcionário mal-disposto nos atenda, confira a papelada e esclareça as dúvidas de última hora. Só que uma medida positiva como esta, tem também os seus espinhos. Com as constantes alterações ao Código do IRS e os modelos das declarações, começo a pensar se o melhor não é mesmo ser atendida por um funcionário público, mesmo que antipático. É que o choque tecnológico parece ainda não ter chegado à Direcção-Geral das Constribuições e Impostos. As instruções nem sempre são claras e não abarcam todos os campos presentes nas declarações. Se o contribuinte quiser esclarecer qualquer dúvida, é-lhe totalmente impossível através dos meios disponibilizados no site da DGCI. No dia 2 de Abril enviei um e-mail a este serviço, ao qual, até hoje, ainda não tive resposta. Telefonar para a Linha de Atendimento é também mentira. Seja de manhã, à hora de almoço ou à tarde, a mensagem que ouvimos é sempre a mesma: "Devido ao elevado volume de tráfego que neste momento estamos a receber, não nos será possível atendê-lo em tempo útil" e a chamada é desligada.  E eu, contribuinte cumpridora dos meus deveres, pergunto: sendo este o Governo do choque tecnológico, como é possíverl que uma semana depois a DGCI não me tenha respondido a um e-mail e não seja possível esclarecer uma dúvida através da Linha de Atendimento? Quem será o responsável caso eu não consiga entregar a minha declaração electrónica a tempo?


Jamé...: Enganada
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