... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
O suicídio dos polícias... e não só!

Na sua habitual crónica no diário "24 horas", Joaquim Letria dissertava hoje sobre os recentes casos de suicídio entre elementos das forças de segurança, recordando que só no espaço de cinco dias cometeram suicídio três militares da GNR e um agente da PSP. Recusando o argumento de que tais actos se deveram a "problemas passionais", Joaquim Letria critica a insuficiência do apoio médico e a desatenção das chefias destas forças de segurança para este tipo de situações. Infelizmente, não são casos únicos.

 

 

Cada vez mais, as empresas e instituições olham para os seus colaboradores não como seres humanos que são, mas sim como meros instrumentos de produção, facilmente descartáveis, facilmente substituíveis. A pressão a que todos nós somos diariamente sujeitos, o número de horas que vivemos nos nossos locais de trabalho, as ordens e contra-ordens que recebemos, a falta de diálogo entre os diversos níveis de hierarquia e o ouvir e calar a que somos obrigados levam-nos muitas vezes a cometer actos destes ou semelhantes.

 

 

As empresas e instituições desumanizaram-se. Não têm tempo, nem espaço para perceber por que razão um dos peões anda para a direita, quando todos os outros caminham para a esquerda. Limitam-se simplesmente a colocá-lo de lado e a substituí-lo. Atendendo à crise económico-financeira que o país atravessa, à precariedade no emprego e à falta de aposta na saúde mental dos portugueses, surpresa é que a taxa de suicídios em algumas categorias profissionais ou os casos de actos tresloucados não tenham aumentado.


Jamé...:


Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
Crime, disse ela!

A onda de crimes violentos parece não querer acalmar. E os órgãos de comunicação social, à falta de assuntos mais polémicos, capazes de fixar a atenção das audiências, continuam a alimentar a opinião pública com notícias sobre criminalidade. Não que estas não tenham valor-notícias mas - à excepção do assalto ao BES de Campolide e à carrinha de valores na auto-estrada do Sul -, a verdade é que todos os dias ocorrem vários crimes por este país a fora.

 

Hoje, a notícia de que um homem de 30 anos foi baleado com três tiros dentro da esquadra da PSP de Portimão por um vizinho, de quem ia apresentar queixa, orginou um rol de críticas por parte daqueles que consideram que a segurança é um assunto da exclusiva responsabilidade do Governo e das forças policiais. Muitos afirmavam que já nem nas esquadras estamos em segurança. Mas a verdadeira questão não é esta!

 

Ninguém quer um Estado policial, em que em nome da segurança colectiva todos os outros direitos, principalmente o da liberdade, sejam postos em causa. Ninguém quer, pelo simples facto de entrar numa esquadra da PSP ou num posto da GNR, ser revistado como se de um criminoso se tratasse. Qualquer dia, só pelo simples facto de visitarmos uma exposição, assistirmos a uma peça de teatro ou a uma cerimónia religiosa, por exemplo, teríamos que ser minuciosamente vistoriados por elementos das forças policiais para evitar que cometessemos um qualquer crime.

 

Há que não ter ilusões. O crime sempre existiu e sempre existirá. Aquilo que constitui crime é definido por cada sociedade, em cada época, bem como as sanções a que os autores dos mesmos ficam sujeitos. Deve ser feita uma aposta na prevenção da criminalidade, antes de avançarmos para a repressão da mesma. Devem ser atacadas as suas causas - os problemas sociais e económicos que muitas vezes impulsionam muitas pessoas a cometer determinados crimes - em vez de se realizarem operações policiais, como as que ultimamente temos assistido, que mais não são do que espectáculos mediáticos para calar a voz do povo.




Quinta-feira, 13 de Março de 2008
Uma boa decisão!

Porque nem só de erros vive o actual Governo (e com estes não vale a pena perder tempo, como disse Vitalino Canas no dia do terceiro aniversário do executivo), hoje decidi aqui destacar aquilo que considero ser uma boa decisão: a nomeação do superintendente-chefe Francisco Oliveira Pereira para director nacional da PSP. Conheci este oficial de carreira há cerca de quatro anos, quando ele era ainda comandante do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis). Considero-o uma pessoa íntegra, muito humana, racional, ponderada, combativa, que sabe o que quer,  sem dúvida a pessoa certa para o cargo que agora irá ocupar. Pelas reacções das estruturas sindicais da PSP, a escolha do ministro da Administração Interna foi bem acolhida. Esperemos que Oliveira Pereira consiga colocar ordem na PSP e fazer as reestruturações que há muito são necessárias.


Jamé...:
Música: Programa "Grelha de Partida" na Sport TV1


Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008
Chamem a Polícia!

Há cerca de duas semanas, o administrador do prédio onde vivo, na Póvoa de Santa Iria, decidiu colocar nas partes comuns avisos para que todos os habitantes e visitantes redobrem os cuidados de segurança sempre que entram ou saem do prédio, uma vez que o número de assaltos a viaturas, residências e estabelecimentos comerciais tem aumentado no bairro. Na mesma semana, o cabeleireiro e o café que funcionam mesmo em frente à minha casa foram assaltados sem que ninguém se apercebesse, embora funcionem em edifícios de habitação. Assaltos em interiores de garagens também já não são novidade. A novidade é que a Póvoa de Santa Iria, uma cidade com cerca de 38 mil habitantes, nos arredores de Lisboa, ficará, a partir de quinta-feira, sem instalações policiais. Graças ao plano de reorganização territorial das forças de segurança, o posto da GNR da Póvoa de Santa Iria encerrará amanhã e a cidade ficará sob protecção da PSP de... Alverca. Que por sua vez terá também a seu cargo a segurança de Alhandra, Forte da Casa, Sobralinho e a zona urbana de Vila Franca de Xira. Obviamente que a mudança não agrada aos munícipes, muito menos com este aumento do sentimento de insegurança e do número de assaltos. O presidente da Junta de Freguesia garante que a esquadra da PSP da Póvoa de Santa Iria "vai ser construída o mais rápido possível", tanto mais que já existe projecto, terreno e verbas. Só que o presidente da Junta de Freguesia esquece-se que entre a intenção e a acção vai uma grande distância. É preciso não esquecer que desde a década de 80 estava prevista a construção de um quartel da GNR na vizinha freguesia de Santa Iria de Azóia, com terreno cedido pela autarquia e verbas inscritas em PIDDAC, e que este nunca foi (nem virá a) ser construído. O que os munícipes pretendem são projectos concretos, não palavras vãs!


Jamé...: Insegura
Música: Relato do Marítimo vs Boavista na SportTV1


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Em co-autoria: "Memórias da Siderurgia - Contribuições para a História da Indústria Siderúrgica em Portugal", coordenação Maria Fernanda Rollo, ed. História e Câmara Municipal do Seixal, 2005
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