... ou a arte de bem fazer política à portuguesa
Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
Sem comentários

Estas declarações foram proferidas em Outubro passado, durante o período antes da ordem do dia da Assembleia Municipal de Odivelas:

 



Publicado por Fátima Mariano às 01:10
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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009
E a RTP não pediu desculpas...

Faltavam cerca de cinco minutos para o final da partida entre F.C. Porto e Rio Ave. Sem qualquer pré-aviso, surge no écran o símbolo do o canal 1 da RTP. O telespectador, curioso por saber como é que o jogo iria terminar, aguarda que a transmissão seja retomada. Em vão. Alguns segundos depois, inicia-se um bloco publicitário que se prolonga até ao início do Telejornal. Até lá, não há qualquer informação escrita ou esclarecimento do locutor de continuidade sobre o porquê da transmissão ter sido abruptamente interrompida e de o telespectador ter sido impedido de ver o final da partida. Nem sequer um simples pedido de desculpas. É a RTP e o seu serviço público no seu melhor!



Publicado por Fátima Mariano às 18:28
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Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
Porque hoje é domingo...

José Sócrates: descubra as diferenças

 

 

 



Publicado por Fátima Mariano às 18:03
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2009
Sugestão de cinema

Sem dúvida, uma das melhores prestações de Meryl Streep, num registo a que eu estou pouco habituada a vê-la. Para mim, Meryl Streep é sinónimo de boas gargalhadas e momentos de muita descontração. Em "Dúvida", Meryl veste a pele de uma freira, directora de um colégio religioso, que a partir de pequenos nadas, lança acusações de suposta prática de pedofilia por parte de um dos padres professores. Sem qualquer prova e recorrendo a mentira, consegue que este peça a demissão e se afaste dos alunos. Mas no fim, a irmã Aloysous acaba por confessar que tem muitas dúvidas sobre as acusações que fez. Uma história absorvente, com interpretações excepcionais. Recomendo vivamente!



Publicado por Fátima Mariano às 00:10
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Novo método de assalto

Este é um novo método de assalto já registado pela PSP na região da grande Lisboa. É utilizado por jovens naturais do leste europeu que fingem ser surdos-mudos e se fazem passar por voluntários de uma associação de deficientes auditivos. Actuam aos pares e têm idades entre os 15 e os 20 anos. Munidos de uma pasta preta, apelam à caridade dos transeuntes quando estes se preparam para levantar dinheiro num caixa multibanco. Após a marcação do código pessoal, e uma vez desviada a atenção, um dos jovens prime a tecla que assinala o valor mais alto e saca do dinheiro, antes de a vítima se aperceber do que se está a a passar. Eu já fui alvo de uma tentativa deste género (no meu caso, não fingiam ser surdos-mudos), mas felizmente consegui perceber a tempo o que se preparavam para fazer.

 

 

É natural que a primeira reacção da vítima seja de revolta, mas, a sangue-frio, é importante reflectirmos que esses jovens são também eles vítimas. Dedicam-se a este tipo de prática porque não têm outra forma de sobrevivência ou simplesmente porque são obrigados por familiares ou grupos organizados. Numa altura em que se falta tanto em vítimas e deliquência juvenil, há que ter em conta estes dois pesos na balança. Antes de se condenarem estes jovens a penas de prisão que não terão qualquer efeito prático na suas vidas, há que ajudá-los a encontrar um outro caminho, há que ensinar-lhes que há outras saídas.




Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
Bloguistas e jornalistas

A proliferação de blogues na Internet e o impacto que muitas vezes a informação que divulgam têm não só na vida do cidadão comum, mas também nas instituições políticas, económicas e cívicas, colocam cada vez mais em debate o papel dos jornalistas e dos bloguistas na era da informação. Será que caminhamos para uma estádio em que os blogues atingirão uma tal qualidade e eficiência que os chamados meios de comunicação social passarão a ser dispensáveis? Qual o papel reservado para os jornalistas nesta nova era? O jornalista norte-americano Frank McGuire considera que o futuro não será obrigatoriamente construído pelos jornalistas, precisamente devido às diversas ferramentas tecnológicas que permitem a cada um de nós produzir informação (?) e divulgá-la a um sem número de pessoas. Como designar estes novos meios é o desafio lançado por Mark Brings no seu blogue - http://www.journalism20.com/blog/

 

 

Rebecca Blood, em "O Livro de Bolso do Weblogue", dedica um subcapítulo precisamente à temática dos weblogues e o jornalismo. Tal como a autora, também considero que jornalistas e bloguistas têm objectivos e obrigações diferentes e, por isso, nenhum irá anular o outro. Ambos terão que se ir adaptando e moldando aos novos tempos, mas sempre tendo presentes a sua função original. "... os relatos de notícias consistem na entrevista de testemunhas oculares e de especialistas, na confirmação dos factos, na escrita de uma representação original do assunto, uma revisão editorial: o jornalist afaz a sua pesquisa e escreve a sua história e o editor assegura-se de que essa está em conformidade com os requisitos. Cada passo está pensado para criar  um produto consistente, conforme aos padrões da agência noticiosa. Os weblogues não faze nada disto", diz Rebecca Blood e eu concordo inteiramente com ela!

 



Publicado por Fátima Mariano às 20:22
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
Igualdade de direitos - as Mulheres

Este é um tema que me é particularmente caro. Foi, aliás, objecto da minha dissertação de mestrado na área de História. Durante séculos e séculos, individualmente ou em grupo, com mais ou menos visibilidade pública, com mais ou menos dificuldades, as Mulheres lutaram pela igualdade de direitos em todas as áreas - política, cívica, económica jurídica -, mas em pleno século XXI, as dísparidades entre os géneros são ainda gigantescas. Mesmo nos países ditos desenvolvidos.

 

 

Tudo isto vem a propósito da apresentação, hoje, em Portugal, do "Relatório Progresso das Mulheres do Mundo 2008/2009: Quem responde às Mulheres? O relatório Género e Responsabilização", elaborado pela UNIFEM - Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher. De acordo com o documento, os números continuam ainda bastante negros: 60% dos trabalhadores familiares não remunerados são mulheres; as mulheres ganham menos 17% do que os homens; os homens têm cinco vezes mais probabilidade de ascender a cargos de decisão do que as mulheres; 57% das crianças que não frequentam a escola são mulheres. E os exemplos multiplicam-se.

 

 

Felizmente, há alguns progressos: 18,4% dos lugares parlamentares são ocupados por Mulheres (2008) contra 10,4% registados em 1998; na África subsariana, as mulheres correspondem a cerca de 70% da mão-de-obra utilizada na agricultura; em 2005, 39% dos trabalhadores agrícolas eram mulheres; em 2006, 86 países já tinham instituído algum tipo de legislação contra a violência doméstica. Mas é preciso muito mais. É preciso que as Mulheres e os Homens não baixem os braços e continuem a sua luta pela igualdade de direitos. É preciso que nós, Mulheres, não nos deixemos abater perante o primeiro obstáculo. É preciso que nós, Mulheres, não tenhamos medo de ter voz e de a fazer ouvir. É preciso que nós, Mulheres, reivindiquemos os nossos direitos. É preciso que nós, Mulheres, continuemos este caminho.



Publicado por Fátima Mariano às 19:23
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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009
Entre Muros e Favelas

Nunca fui ao Rio de Janeiro. Melhor, nunca fui ao Brasil. Confesso que não é um destino de eleição, apesar de todos quantos o já visitaram contarem maravilhas do país. As praias, o calor, a música, a água de coco, o pantanal, o samba, a capoeira, um sem número de atractivos para turista ver. Falam disso tudo, menos na miséria e na violência, no medo e nas vivências das favelas. Nunca vi "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles, mas hoje assisti ao "Entre Muros e Favelas", um documentário realizado em 2004, que retrata a violência policial contra os moradores das favelas através do testemunhos destes. E confesso que fiquei arrepiada com as imagens de marcas de balas nas paredes, com os relatos das mães que perderam os filhos durante intervenções da Polícia Militar, com a forma como os polícias lidavam com os corpos que acabaram de abater e com os pormenores que vários investigadores sociais, que participaram nas Jornadas sobre Segurança e Violências Urbanas: Perspectivas Comparadas entre Brasil e Portugal,deram sobre a vida nas favelas do Rio de Janeiro.

 

 

Não assisti a todo o debate que se seguiu, nem à exibição de um segundo documentário, este sobre o realojamento na Azinhaga dos Besouros, na Amadora, mas não pude deixar de pensar em como fenómenos semelhantes (embora em menor escala) possam germinar nos bairros degradados e sociais das periferias de Lisboa e do Porto. É importante que as forças policiais não passem a mensagem de que há, em Portugal, territórios onde os seus agentes não entram; é importante que o combate ao crime se faça de uma forma sistemática e consistente e não com intervenções musculadas e de show-off como as que assistimos no verão passado; é positivo reforçar o número de elementos da PSP e GNR e atribuir-lhes novos equipamentos; mas, acima de tudo, é imperativo que o Estado social cumpra a sua função.

 

 

Mais importante do que combater o crime, é preveni-lo. E isso faz-se criando emprego, criando justiça social e fiscal, acabando com a discriminação, apostando na escolarização e formação profissional, apoiando as pequenas empresas e o pequeno comércio, combatendo o fosso entre ricos e pobres. É tudo isto que falha nas favelas do Rio de Janeiro. É tudo isto que falta fazer nos bairros pobres das periferias de Lisboa e do Porto.

 



Publicado por Fátima Mariano às 23:30
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Desemprego galopante

Cresce assustadoramente o número de desempregados em Portugal. Todos os dias, mais uma fábrica fecha portas, mais uma empresa reduz o quadro de pessoal, mais umas quantas dezenas de famílias ficam sem saber como sobreviver. Sim, porque é de sobreviver que se trata. A classe média, trabalhadora, já não consegue apertar mais o cinto. Durante anos e anos, viveu com a promessa do Eldourado e, no fim, o que lhe dão não é mais do que uma mão cheia de nada e um pontapé no rabo. Portugal é, em toda a Europa, o país onde o fosse entre ricos e pobres é maior. A justiça social e fiscal não existe e só agora, à beira das eleições legislativas, é que o primeiro-ministro promete reduzir as deduções fiscais dos mais ricos. Se for eleito. Se o povo lhe der a tão desejada maioria absoluta. É preciso não esquecer que foi este primeiro-ministro que terminou com a obrigatoriedade de declarar as manifestações de riqueza em sede de IRS. É preciso lembrar que este primeiro-ministro defende o fim dos paraísos fiscais (vulgo, offshores)... excepto o da Madeira. É preciso não esquecer que este primeiro-ministro nacionalizou de forma célere o BPN, mas diz desconhecer situações de falências fraudulentas e despedimentos ilegais. Quando está à vista de todos que muitos destes processos de despedimento colectivo, destes encerramentos não são mais do que um aproveitamento abusivo da crise económico-financeira para que o patronato possa a seu bel-prazer aumentar os lucros à custa, uma vez mais, da classe trabalhadora. Haja vontade de investigar!



Publicado por Fátima Mariano às 22:18
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Domingo, 8 de Fevereiro de 2009
Porque hoje é domingo...

 

 


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Publicado por Fátima Mariano às 21:38
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Em co-autoria: "Memórias da Siderurgia - Contribuições para a História da Indústria Siderúrgica em Portugal", coordenação Maria Fernanda Rollo, ed. História e Câmara Municipal do Seixal, 2005
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