... ou a arte de bem fazer política à portuguesa
Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
A culpa é da sexta-feira

No dia em que foram tornados públicos os nomes dos deputados do PSD que na sexta-feira faltaram ao plenário, o vice-presidente da Assembleia da República, Guilherme Silva (PSD), propôs que deixassem de realizar-se reuniões plenárias às sextas-feiras. Assim, a taxa de absentismo nesse dia da semana - que é elevadíssima - caíria abruptamente e a imagem que os eleitores têm dos deputados melhoraria, mesmo que o trabalho destes não aumentasse em quantidade e/ou qualidade.

 

 

Para quem ainda não tenha percebido, sexta-feira é véspera de fim-de-semana e a tentação de o prolongar bastante grande entre a classe política. E quando a segunda-feira seguinte é feriado, a tentação é ainda maior. As faltas sistemáticas de deputados é um verdadeiro atentado à democracia e à confiança dos cidadãos que os elegeram. Mas pior do que dar faltas injustificadas (ou mal justificadas), são os deputados doutorados em estratégias para faltar ao plenário sem terem falta. Esses, sim, passa verdadeiros atestados de estupidez aos cidadãos. E ainda se queixam que a taxa de produtividade em Portugal é baixa. Com exemplos destes, estão à espera do quê?

 




Super Glock

São consideradas das pistolas mais seguras do mundo, mas, mesmo assim, o Ministério da Administração Interna exigiu ao fabricante a introdução de um botão de segurança. Resultado: por causa desse simples botão, as Glock 19 - que já começaram a ser distribuídas na PSP e na GNR - apresentam graves falhas de... segurança. Confuso?!

 

A patilha de segurança retira apoio ao carregador, que acaba por cair. Como este botão é semelhante àquele que liberta o carregador, em situações de emergência, o utilizador pode accioná-lo sem querer. E o seu tamanho reduzido dificulta a sua utilização com luvas. As falhas continuam. O invólucro da munição, em muitos casos, é ejectado em direcção à cara do agente e não para o lado. A acrescentar a tudo isto, há ainda a falta de coldres, que impede dos elementos da segurança de transportar a nova arma.

 

A PSP já admitiu as falhas e procedeu à recolha de algumas pistolas. Na GNR, as armas distribuídas ainda não estão a ser utilizadas, por falta de coldres. Mais uma vez, um plano que poderia, de facto, contribuir para a melhoria das condições de trabalho das nossas polícias saiu gorado. Falta saber com que custos. 



Publicado por Fátima Mariano às 21:59
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008
Cães com donos (potencialmente) perigosos!

A propósito das sempre controversas discussões sobre a existência ounão raças de cães potencialmente perigosos, quando se sabe de mais um ataque de canídeos a um ser humano, transcrevo um texto de opinião de Barra da Costa, o qual subscrevo na íntegra:

 

 

"A CARAVANA

 

Legislação populista (condenando de imediado o animal «criminoso») baseada no preconceito (o caminho mais fácil para desculpabilizar o humano bom) classifica hoje certos animais como potencialmente perigosos. Eu defendo que há, por exemplo, cães com potencial e donos perigosos, caso do funcionário municipal alcoolizado que há dias, frente aos filhos incrédulos, disparou a caçadeira sobre o cão da família, que depois deitou ao lixo. Nada justifica, porém, que o ministro da Agricultura afirme que os animais ditos «de ataque» têm de estar fechados e que «isto» não se resolve com campanhas de sensibilização. Ignorou que é pela socialização e educação que se deve actuar e acabou, afinal, por propor «aquilo» que os marginais fazem para tornar os cães agressivos. Miguel Sousa tavares garantiu tamb´m que nunca conheceu um dono de Pitbull ou Rottweiler que fosse equilibrado e comparou estes animais a armas de fogo. Esqueceu os condutores assassinos, os traficantes de droga, ou os verdadeiramente perigosos portadores de estupidez.

Enquanto não se avaliam os animais pelo que são e não por aquilo que pessoas supostamente racionais podem fazer com eles, coloquem-se açaimos nuns e máscaras anti-contaminação de ignorância noutros. E que regresse a fogueira para as bruxas, o azeite a ferver e os esquartejamentos na avenida. E perpetue-se a tradição das touradas, de qualquer tipo. Mas não se esterilizem os cães. Eu também não gostava de ladrar a esta malta. Mas tem de ser."

 

(Jornal de Notícias, 6 de Dezembro de 2008)

 



Publicado por Fátima Mariano às 21:31
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Domingo, 7 de Dezembro de 2008
Porque hoje é domingo...

... e estamos em plena época natalícia, trata bem a sua mulher-a-dias. Caso contrário, ela pode vingar-se!

 

 

 



Publicado por Fátima Mariano às 14:33
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008
Dezembro!

Dezembro é de todos o pior mês do ano. Pelo menos, para mim! Se pudesse, arrancá-lo-ia do meu calendário. Adormeceria no dia 30 de Novembro e só acordaria dia 1 de Janeiro. Ou melhor, dia 2.Há muito que sofro desta fobia do mês de Dezembro e, anos após ano, parece que esta se agrava. Não me perguntem porquê, porque não sei explicar-vos. Ou talvez saiba e não o queira fazer. Nunca se sentiram a pessoa mais solitária do mundo, mesmo estando rodeados de uma multidão? Eu já. E em Dezembro esse sentimento é mais forte.

 

 

Dezembro é o mês de todas as hipocrisias. É o mês em que nos obrigamos a comprar prendas para a família, amigos, vizinhos, colegas, desconhecidos, como se o resto do ano não existisse, como se o resto do ano não fosse uma boa ocasião para oferecermos algo aos outros simplesmente porque nos apetece. É o mês em que se multiplicam os almoços e jantares de solidariedade para com os mais necessitados, como se no resto do ano essas mesmas pessoas não tivessem essas mesmas carências. É o mês de todas as promessas, em que garantimos não repetir os mesmos erros, sermos mais pacientes com os outros, mais coerentes com nós próprios, mais amigos do próximo, mas logo no dia 2 de Janeiro, tudo volta ao que era antes. E porquê fazer esse balanço em Dezembro? Por que não no dia do nosso aniversário? Nas férias? Numa outra ocasião que não esta?

 

Não gosto do mês de Dezembro, simplesmente porque não gosto!



Publicado por Fátima Mariano às 18:05
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008
Invasão espanhola

Em 1640, os portugueses reconquistavam o governo do país, depois de 60 anos de domínio espanhol. A crise na sucessão do trono português após a morte do cardeal-rei D. Henrique levou a que Filipe II de Espanha (neto de D. Manuel I) invadisse o nosso país e tomasse conta do nosso governo. A ele, sucederam-se mais dois monarcas do outro lado da fronteira. Até que a fidalguia portuguesa se revoltou e, através de um golpe de Estado, devolvou o trono à monarquia nacional.

 

 

Hoje, assinalam-se os 368 anos desse feito, mas o nosso sentimento para com "nuestros hermaños" é muito diferente. Longe vão os tempos em que "de Espanha, nem bons ventos, nem bons casamentos". Nos dias de hoje, somos nós quem convida os espanhóis a tomarem conta de nós. E eles aí estão! Na banca, nos seguros, na imprensa, no comércio, na indústria e em tantas outras áreas. E nós ficamo-lhes profundamente agradecidos.



Publicado por Fátima Mariano às 20:04
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