... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Porque o sofrimento não pode fazer parte da nossa tradição

Em Pamplona, Espanha, começaram as tradicionais e cada vez mais polémicas festas de San Fermin. Durante nove dias, nas principais ruas da cidade, há largadas de touros que a multidão, em regozijo, tenta desafiar em passo de corrida. Obviamente que há sempre quem fique ferido (por vezes, seriamente ferido) e até quem morra, como um jovem madrileno de 27 anos que hoje foi atingido no pescoço. Mas nada disto demove os milhares de aficionados que todos os anos rumam a Pamplona. Nem os protestos dos defensores dos direitos dos animais que, de ano para ano, têm tornado as suas acções cada vez mais mediáticas. Infelizmente, sem sucesso! Ainda há muito quem se regozije com o sofrimento. Ainda há muito quem defenda tradições, mesmo que estas se alimentem do sofrimento de terceiros.

 

 

 




Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Um pequeno passo, mas importante

Foi à tangente, mas Assembleia Legislativa dos Açores acabou por rejeitar ontem o diploma que visava a legalização das corridas de touros picadas no arquipélago. Não sem as habituais críticas daqueles que, em nome da tradição (como se esta tudo justifique), consideram que este não é um atentado à democracia e um entrave aos benefícios económicos que as corridas poderiam levar às ilhas.

 

Depois de os alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro terem excluído a garraiada do programa da semana académica, estamos perante mais um pequeno passo em prol dos direitos dos animais. Pequeno, mas importante passo!




Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Concelhos anti-tourada

Depois de Viana do Castelo, Braga e Cascais, também Sintra se tornou um concelho anti-touradas. Cascais proibiu ainda a realização de circos com animais e Sintra condiciona o licenciamento de eventos envolvendo animais pela "não existência de actos que inflijam sofrimento físico ou psíquico, lesionem ou provoquem a morte do animal". Aos poucos, os decisores políticos estão a consciencializar-se da importância do bem-estar e vida animal, quer se tratem de animais domésticos, selvagens ou os de quinta. Defender espectáculos tão cruéis - como são as touradas - apenas em nome de uma tradição é próprio de quem se mantém num estado muito primário da evolução humana. Nem tudo deve ser tolerado em nome da tradição e as touradas não o devem ser de todo! Assim como o não são as lutas de cães ou de galos (apesar de, infelizmente, estas existirem). As tradições podem manter-se vivas na memória colectiva sem que para isso tenham que ser sistematicamente revividas. Podem ser recriadas de múltiplas formas e utilizadas de forma pedagógica, neste caso, demonstrando às novas gerações o quanto evoluímos relativamente ou respeito pelo bem-estar e vida do outro. Dos animais!




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