... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
Saída de emergência?!

Sempre que o trânsito circula a passo de caracol no Eixo Norte-Sul, no sentido Sete Rios/Ponte 25 de Abril, há sempre vários chicos-espertos que para evitar estarem nas longas filas circulam na faixa de emergência, como se pode ver na foto. O que significa que em vez de filas compactas nas três faixas de rodagem, muitas vezes, há fila em quatro faixas. O que significa que caso haja necessidade de passar um veículos de emergência (ambulância, carro dos bombeiros, viatura da polícia, etc) não será possível. Já para não falar de que se trata de uma clara transgressão ao Código da Estrada. Não há nenhuma entidade que ponha cobro a isto?




Terça-feira, 17 de Março de 2009
O mau exemplo das Polícias Municipais

O caso foi denunciado na segunda-feira nas páginas do Diário de Notícias. Os segways (transporte pessoal eléctrico, auto-equilibrável) não podem circular em espaços públicos, por não estarem devidamente regulamentados e homologados em Portugal, pelo que quem os utilizas nestes locais está sujeito ao pagamento de uma coima e a ver o veículo apreendido.

 

 

Até aqui nada de muito estranho! O mesmo se passa com as minimotas, que há bem poucos anos invadiram o mercado português e que eram vistas em vários bairros, a circular livre e perigosamente nas ruas. A grande questão, no caso dos segways, é que vários corpos de polícia municipal utilizam este meio de transporte para facilitar a mobilidade dos seus agentes. Em Lisboa, por exemplo, facilmente nos cruzamos com eles na zona da Baixa/Chiado, muito sorridentes e sempre disponíveis para posar para os muitos turistas que por ali circulam.

 

Tendo em conta que uma das obrigações destas polícias é a "regulação e fiscalização do trânsito rodoviário e pedonal na área de jurisdição municipal" e a "fiscalização das normas de estacionamento de veículos e de circulação rodoviária" é caso para perguntar: que autoridade moral e legal tem um agente da polícia municipal para autuar quem esteja no incumprimento de uma regra do Código da Estrada, se esse mesmo agente circula, muitas vezes, na via pública num veículo proibido?




Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
Afinal, as vacas não são dos Açores!

A região autónoma dos Açores lançou uma curiosa campanha, em Lisboa, para promover o turismo nas ilhas, baseada sobretudo nos seus atractivos naturais. Na Praça de Espanha, por exemplo, colocaram algumas vacas leiteiras a pastar. E as vozes dos defensores dos direitos dos animais não se fizeram ouvir (e com razão).

 

 

Acontece que as vacas não são dos Açores, mas sim da Moita, na Margem Sul do Tejo. E, de acordo com o seu tratador, até estão habituadas ao barulho do trânsito, pois costumam pastar à beira da estrada. Só stressaram no primeiro dia, mas como não estão em época de produzir leite, não há problemas de maior.

 

Mas, se as vacas não são dos Açores, o que estão a fazer numa campanha de promoção do turismo do arquipélago?




Sábado, 15 de Novembro de 2008
Para que serve um polícia de trânsito?

A manifestação dos professores já tinha chegado ao Largo do Rato há um bom tempo, mas quem circulava na rotunda do Marquês de Pombal e quisesse seguir para a Rua Braamcamp continuava impedido de o fazer pelos agentes da PSP que ali permaneciam à espera de novas ordens. "Impedido" é uma força de expressão, não fossem os portugueses conhecidos além-fronteiras pelo seu chico-espertismo e por serem especialistas na arte do desenrascanço. E foi recorrendo a esses seus dotes que o condutor de uma carrinha entrou em contramão na Braamcamp sob o olhar impávido e sereno dos agentes, que nem se mexeram. E o condutor lá seguiu à sua vida, feliz e contente, por nem sequer ter sido admoestado por esta infracção ao Código da Estrada.

 

 

Obviamente que quem, como eu, assistiu a tudo, nem queria acreditar no que tinha acabado de acontecer. Talvez por isso, por sentir os olhares reprovadores dos transeuntes e por sentir que a sua autoridade estava a ser duplamente posta em causa, um dos agentes dirigiu-se a um segundo automobilista que tentava a mesma proeza, um homem já com os seus 70 anos, com as seguintes palavras: "Então o que é isto? Vá, vamos lá para trás". Claro que o idoso reclamou, invocou o caso do primeiro automobilista, a quem nenhum dos agentes ali presentes tentou sequer parar, mas de nada lhe valeu. Desta vez, o agente foi intransigente e decidiu cumprir o seu dever.




Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Câmara de Lisboa arrenda Avenida da Liberdade

Não deixa de ser irónico! Na semana em que a polémica sobre o arrendamento de casas camarárias a funcionários, familiares, amigos e afins se agudizou, ficou a saber-se que a Câmara de Lisboa vai arrendar também, durante dois dias, a Avenida da Liberdade a uma conhecida marca de automóveis. Pelo menos, esperamos que a ocupação deste espaço público, ao que parece, à revelia dos vereadores da oposição, não se faça a título gratuito.

 

 

Durante um fim-de-semana (25 e 26 de Outubro), um dos principais acessos ao centro da cidade estará vedado ao trânsito para que a Renault apresente o seu mais recente monovolume pelas mãos do conhecido piloto Nélson Piquete Júnior. A avenida, que outrora foi um dos principais locais de passeio da capital, transformar-se-á em salão automóvel e pista de rali, uma vez que estão previstas manobras típicas da alta competição automóvel.

 

 

Não deixa de ser também irónico que uma Câmara que se queixa de que a cidade está a abarrotar de carros, que apela constantemente ao uso do transporte público e que, inclusive, já discutiu a possível introdução de portagens nas principais entradas, tenha cedido (gratuitamente?) um dos mais preciosos espaços públicos de Lisboa para uma acção publicitária... de automóveis. E esta, hein?!


Jamé...:


Domingo, 7 de Setembro de 2008
Confesso: estou confusa!

À quantidade de exemplos de sinais de trânsito e de placas de indicação mal colocadas existentes nas ruas e estradas deste país, já não deveria ficar surpreendida quando me deparei com a situação que a foto documenta. Mas confesso que fiquei. Surpreendida e confusa.

 

 

 

 

Estes dois sinais de trânsito, colocados no mesmo poste, encontram-se numa rua da Lagoa de Albufeira, no concelho de Sesimbra. Tal como eu, muitos outros automobilistas devem ter ficado confusos quando se preparavam para entrar na rua. É que o sinal de cima indica que os automobilistas que circulam neste sentido têm a prioridade em relação aos que vêm em sentido contrário. Contudo, o sinal de baixo significa trânsito proibido. Afinal, em que ficamos? Será que quem colocou os sinais será ignorante ao ponto de não ver que estes são contraditórios? Ou os sinais terão sido ali colocados com um propósito que eu não consigo alcançar?


Jamé...:


Me, myself & I
Pesquisar neste blog
 
Junho 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


Posts recentes

Saída de emergência?!

O mau exemplo das Polícia...

Afinal, as vacas não são ...

Para que serve um polícia...

Câmara de Lisboa arrenda ...

Confesso: estou confusa!

Memórias

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

tags

todas as tags

Outros Jamé!
Bibliografia
"Génese e desenvolvimento do movimento feminista português (1890-1930)", dissertação de mestrado em História do século XX, FCSH/UNL, Abril de 2005
Em co-autoria: "Memórias da Siderurgia - Contribuições para a História da Indústria Siderúrgica em Portugal", coordenação Maria Fernanda Rollo, ed. História e Câmara Municipal do Seixal, 2005
É @ visitante nº...
Free Counter
Free Counter
Publicidade

Visit Animal friends from Europe
Locations of visitors to this page
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds