... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Tiro fatal

Quem me conhece sabe que condeno qualquer tipo de actividade (há quem lhe chame «desporto» ou «espectáculo») que implique o mau trato ou a morte de animais. A caça é uma dessas actividades. Mas não deixo de lamentar a morte, ontem, em Constância, de um jovem de 16 anos, acidentalmente atingido a tiro pelo pai quando caçavam rolas. A caça, como todas as outras actividades, tem regras, uma das quais é nunca estar posicionado na linha de fogo. Regra essa que ontem não terá sido seguida pelo jovem. É importante que todos os participantes, independentemente das suas idades e dos seus papéis, saibam e cumpram estas regras. Só assim será possível evitar tragédias como a de ontem.




Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
Tiro ao pombo

Algumas Câmara Municipais encontraram uma forma económica de acabar com as populações de pombos que vivem nas cidades: matando-os a tiro. Em Beja, por exemplo, nas últimas três semanas foram abatidas 4000 destas aves através deste método, tendo a autarquia gasto apenas mil euros na compra dos cartuchos. Em Moura, outro concelho alentejano, esse número vai já nos 2500 pombos. As aves são abatidas por grupos de caçadores que, assim fazem o gosto ao dedo e treinam sem gastos adicionais, uma vez que os cartuchos são fornecidos pelas autarquias.

 

 

Não nego que os pombos se possam tornar uma praga, uma vez que facilmente se reproduzem, nem nego que causam problemas nos edifícios e podem tornar-se num caso de saúde pública (embora não tão grave como muita gente por vezes quer fazer crer). Mas matá-los desta forma, tendo apenas em conta o lado económico da questão, é um acto bárbaro, próprio de quem não respeita os animais. O que acontece se o tiro acertar de raspão ou atingir o pombo de uma forma não letal? Deixam-no simplesmente a sofrer até que a morte chegue?

 

 

Ainda recentemente, numa das mais belas praças de Setúbal (a Praça du Bocage), encontrei dezenas de pombos, alguns moribundos, outros já mortos. Alegadamente, devido a veneno que lhes terão colocado na água. Não imaginam o horror com que adultos e crianças olhavam para aquele cenário de horror, impotentes perante o olhos dos pombos moribundos.

 

 

Há métodos menos dolorosos e menos bárbaros para reduzir as populações de pombos, nomeadamente, colocando na comida produtos que impeçam a reprodução das aves. Mas, infelizmente, nestes casos, as Câmaras Municipais preocupam-se mais com a questão económica, como se os pombos não fossem animais de plenos direitos como todos os outros. E há ainda quem se divertida com tudo isto. Infelizmente, é o país que temos! 


Jamé...:


Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
Crime, disse ela!

A onda de crimes violentos parece não querer acalmar. E os órgãos de comunicação social, à falta de assuntos mais polémicos, capazes de fixar a atenção das audiências, continuam a alimentar a opinião pública com notícias sobre criminalidade. Não que estas não tenham valor-notícias mas - à excepção do assalto ao BES de Campolide e à carrinha de valores na auto-estrada do Sul -, a verdade é que todos os dias ocorrem vários crimes por este país a fora.

 

Hoje, a notícia de que um homem de 30 anos foi baleado com três tiros dentro da esquadra da PSP de Portimão por um vizinho, de quem ia apresentar queixa, orginou um rol de críticas por parte daqueles que consideram que a segurança é um assunto da exclusiva responsabilidade do Governo e das forças policiais. Muitos afirmavam que já nem nas esquadras estamos em segurança. Mas a verdadeira questão não é esta!

 

Ninguém quer um Estado policial, em que em nome da segurança colectiva todos os outros direitos, principalmente o da liberdade, sejam postos em causa. Ninguém quer, pelo simples facto de entrar numa esquadra da PSP ou num posto da GNR, ser revistado como se de um criminoso se tratasse. Qualquer dia, só pelo simples facto de visitarmos uma exposição, assistirmos a uma peça de teatro ou a uma cerimónia religiosa, por exemplo, teríamos que ser minuciosamente vistoriados por elementos das forças policiais para evitar que cometessemos um qualquer crime.

 

Há que não ter ilusões. O crime sempre existiu e sempre existirá. Aquilo que constitui crime é definido por cada sociedade, em cada época, bem como as sanções a que os autores dos mesmos ficam sujeitos. Deve ser feita uma aposta na prevenção da criminalidade, antes de avançarmos para a repressão da mesma. Devem ser atacadas as suas causas - os problemas sociais e económicos que muitas vezes impulsionam muitas pessoas a cometer determinados crimes - em vez de se realizarem operações policiais, como as que ultimamente temos assistido, que mais não são do que espectáculos mediáticos para calar a voz do povo.




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