... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009
E a RTP não pediu desculpas...

Faltavam cerca de cinco minutos para o final da partida entre F.C. Porto e Rio Ave. Sem qualquer pré-aviso, surge no écran o símbolo do o canal 1 da RTP. O telespectador, curioso por saber como é que o jogo iria terminar, aguarda que a transmissão seja retomada. Em vão. Alguns segundos depois, inicia-se um bloco publicitário que se prolonga até ao início do Telejornal. Até lá, não há qualquer informação escrita ou esclarecimento do locutor de continuidade sobre o porquê da transmissão ter sido abruptamente interrompida e de o telespectador ter sido impedido de ver o final da partida. Nem sequer um simples pedido de desculpas. É a RTP e o seu serviço público no seu melhor!




Sábado, 20 de Setembro de 2008
Chamam a isto serviço público?

Há medidas que, por mais que me tentem explicar o porquê de serem tomadas, não me convencem. Chegam mesmo a indignar-me enquanto cidadã e contribuinte deste país. O recém-criado projecto da Carris - Night Bus -, apresentado ontem pela secretária de Estado dos Transportes, é uma dessas medidas. A partir de agora, às sextas, sábados e feriados, entre as 22 e as 5 horas, quem quiser divertir-se e beber à vontade nos bares e discotecas do Bairro Alto e da zona ribeirinha tem à sua disposição os autocarros da Carris. Gratuitamente. E com intervalos de apenas de 10 minutos.

 

 

É preciso não esquecer que a Carris é uma empresa pública, há muitos anos com défices na ordem das dezenas de milhões de euros. Que para compensar a perda de receitas com o passe social recebe do Estado - ou seja, de todos nós contribuintes - indemnizações compensatórias anuais.

 

 

Este projecto foi lançado para, diz o  Governo, "potenciar a utilização do transporte colectivo, por forma a reduzir a taxa de sinistralidade rodoviária". Ou seja, reduzir o número de acidentes derivados do consumo excessivo de álcool por parte dos noctívagos. Esquece-se o Governo que a maioria dos que frequentam os bares e discotecas dessas zonas não vive em Lisboa e, por isso, num qualquer troço do trajecto até casa terá que pegar no automóvel. Ou arranjar boleia. Ou viajar de táxi. Ou ir a pé...

 

 

 

 Eu, uma das contribuintes que paga o défice da Carris apesar de não usufruir dos serviços da empresa, pergunto: é a isto que chamam serviço público? Por que razão quem vai trabalhar tem que pagar o passe mensal e quem vai divertir-se pode viajar gratuitamente nos autocarros da Carris? Por que é que quem vai trabalhar, está muitas vezes 15, 20, 30 minutos à espera de um autocarro e quem se vai divertir aguarda apenas 10 minutos? Por que é que os deficientes e seus acompanhantes, para poderem beneficiar do serviço especial da Carris, têm que pagar por este e quem se vai divertir não? Quem souber quem responda!

 


Jamé...:


Domingo, 14 de Setembro de 2008
E de repente... fez-se escuro!

É legítimo esperarmos das entidades que prestam serviços públicos que os desempenhem de forma eficiente e, tanto quanto possível, célere. Principalmente, se pagamos antecipadamente para usufruirmos desse mesmo serviço. Há cerca de um mês, regressados a casa depois de um fim-de-semana prolongado, os meus pais encontram o passeio junto à garagem no estado que a foto documenta. Repararam também que o poste de iluminação pública era novo, mas que não tinha lâmpada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estranharam o caso. Não tinha havido qualquer aviso de que o poste ia ser mudado (foi o único na rua) e tratava-se do fim-de-semana do 15 de Agosto. No dia seguinte, segunda-feira, telefonaram para a EDP para perceber o que tinha acontecido, mas do outro lado responderam-lhe que não havia qualquer registo de ocorrência ou trabalho realizado naquela morada (?!). À noite, em conversa com vizinhos, souberam que o poste original tinha sido derrubado por um camionista no sábado à tarde e, por isso, o serviço de piquete da EDP tinha sido chamado. Assim sendo, como era possível o atendimento ao cliente nada saber? Cerca de duas semanas depois, e após muita insistência, o passeio foi finalmente arranjado e colocada uma lâmpada no poste. Não sei se como forma de recompensa ou não, bem mais forte do que as que existem na rua, ao ponto de à noite não ser necessário aceder a luz do quintal.

Numa empresa que tem como lema "Sinta a nossa energia", como é possível o serviço de apoio ao cliente não ter acesso, mais de 48 horas depois, ao relatório do que ocorreu numa situação daquelas, ainda para mais, quando esta ocorreu numa altura em que ningém se encontrava em casa? Mesmo tendo em conta que os serviços de reparação foram contratados a um empresa externa, não estará esta obrigada a comunicar à EDP em tempo (quase) real a realização destes?

É por casos semelhantes a este que muitas pessoas optam por denunciar os problemas primeiro os meios de comunicação social e só depois às entidades envolvidas nos mesmos. Quando, enquanto jornalista, as questiono por que razão optam primeiro pelos jornais e televisões, respondem prontamente: "Só assim é que eles se mexem"!
Infelizmente, em muitos casos, é bem verdade. 


Jamé...:


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