... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Sábado, 5 de Junho de 2010
Sugestão de solidariedade

Quarta-feira, dia 9 de Junho, realiza-se no BBC uma festa a favor da União Zoófila.

 

A entrada são apenas 5 euros.

 

Além de estar a contribuir para uma boa causa, poderá desfrutar de uns bons momentos à beira-rio.

 

 




Terça-feira, 28 de Julho de 2009
Lisboa a cair aos bocados

Enquanto não se registar uma verdadeira catástrofe envolvendo edifícios antigos e degradados de Lisboa, vamos assistindo a pequenas tragédias, como a que aconteceu na noite passada num prédio em Campolide. Parte da fachada desprendeu-se e as varandas correm o risco de ruir. Os inquilinos queixam-se que as rendas são demasiados altas para casas que não oferecem as mínimas condições. O proprietário argumentará que são baixas de mais para que possa avançar com obras de requalificação. A Câmara justifica-se com os processos demasiado burocráticos necessários para intimar o proprietário do edifício a tomar medidas que garantam a segurança de quem ali mora e quem passa na rua, também sujeito a que algo lhe caia em cima da cabeça. Como sempre, parece que não há culpados. No meio de tudo isto, há vidas em jogo. Quantas serão necessárias perder para que, de facto, algo se faça em relação aos edifícios degradados de Lisboa?




Sábado, 25 de Julho de 2009
Sugestão musical

ANASTACIA

 

LISBOA - PAVILHÃO ATLÂNTICO - 21 HORAS

 

 

 

Confesso, é uma das minhas cantoras favoritas. Infelizmente, não vou poder ir ao concerto, por estar a trabalhar. A quem for, desejo um óptimo espectáculo!




Quarta-feira, 18 de Março de 2009
Drinking spiking - cuidado com o que bebe

Este video foi-me hoje enviado por um amigo e recordou-me uma reportagem que escrevi há quatro anos, sobre um fenómeno que cada vez mais preocupa as autoridades policiais em todo o mundo, incluindo as portuguesas. Veja o video com atenção:

 

 

 

O "drinking spiking" (ou adulteração de bebidas) consiste na adição de uma substância psicotrópica na bebida de alguém sem o conhecimento desta. Normalmente, este tipo de crime ocorre em bares, discotecas e mesmo em festas privadas, por isso, há que ter muita atenção com as bebidas que se consomem nesses locais. Por se tratarem de substâncias inodores, incolores e insípido, a vítima não detecta a sua presença.

 

Na altura em que realizei a reportagem, o comandante da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa, Dário Prates, explicava que normalmente este crime, o drinking spiking, tinha como objectivo a prática de outro crime: o roubo e/ou a violação. E deixava alguns conselhos:

- nunca aceitar bebidas de desconhecidos;

 

- mesmo que peça a bebida directamente ao empregado do bar, esteja sempre atento aos seus movimentos e prefira que lhe tragam a bebida numa garrafa com tampa selada do que em copo;

 

- em caso algum, mesmo quando vai para a pista de dança, perca a sua bebida de vista;

 

- se sentir algum efeito estranho após a ingestão de uma bebida, alerte de imediato alguém da sua confiança ou um empregado do bar bem como as autoridades policiais;

 

- a vítima deve ser observada por um médico o mais rápido possível, visto que o exame toxicológico deve ser feito, no máximo, até 72 horas após a ingestão da bebida adulterada;

 

- a preservação de provas (roupa, o copo por onde bebeu, etc.) é também primordial.

 

 




Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
Agentes da Segurança Pública

O que faria se, já noite cerrada, ao aproximar-se do local onde tinha o automóvel estacionado, se deparasse com um grupo de jovens - digamos, entre 8 a 10 -  com gorros e capuzes postos, a discutirem agressivamente precisamente junto ao seu carro? Avançaria e tentaria acalmar os ânimos? Avançaria e faria de conta que não se passava nada? Esperaria que se fossem embora? Ou pediria ajuda?

 

Isto passou-se comigo esta noite. No local onde habitualmente deixo o carro estacionado, cerca de 10 jovens, parecendo pertencer a grupos diferentes, discutiam ferozmente junto ao meu carro. Veio-me à memória todos os casos de que tive conhecimento envolvendo lutas de grupos rivais e fiquei com medo. Não me armei em heroína. Preferi pedir ajuda.

 

Dirigi-me à esquadra da PSP da GIL (Gare Intermodal de Lisboa, vulgo, Gare do Oriente) e contei o que se passava ao graduado de serviço. Tanto este como os agentes que ali se encontraram perceberam o meu medo e prontificaram-se a ajudar-me. Fui om dois agentes, no carro-patrulha, até ao local, mas quando lá chegámos já não havia ninguém. Mesmo assim, os dois não saíram dali enquanto eu não coloquei o meu carro em marcha. E só depois prosseguiram viagem pelo interior do bairro, na tentativa de detectar alguma coisa.

 

A maioria das vezes, os agentes das forças de segurança - esses cidadãos anónimos, sem nome e sem rosto - são notícia pelas piores razões. Mas no seu dia-a-dia, com pequenos gestos como este, contribuem, e muito, para a segurança pública e a tranquilidade dos cidadãos. E estes pequenos grandes gestos não devem ser esquecidos.

 




Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Novo método de assalto

Este é um novo método de assalto já registado pela PSP na região da grande Lisboa. É utilizado por jovens naturais do leste europeu que fingem ser surdos-mudos e se fazem passar por voluntários de uma associação de deficientes auditivos. Actuam aos pares e têm idades entre os 15 e os 20 anos. Munidos de uma pasta preta, apelam à caridade dos transeuntes quando estes se preparam para levantar dinheiro num caixa multibanco. Após a marcação do código pessoal, e uma vez desviada a atenção, um dos jovens prime a tecla que assinala o valor mais alto e saca do dinheiro, antes de a vítima se aperceber do que se está a a passar. Eu já fui alvo de uma tentativa deste género (no meu caso, não fingiam ser surdos-mudos), mas felizmente consegui perceber a tempo o que se preparavam para fazer.

 

 

É natural que a primeira reacção da vítima seja de revolta, mas, a sangue-frio, é importante reflectirmos que esses jovens são também eles vítimas. Dedicam-se a este tipo de prática porque não têm outra forma de sobrevivência ou simplesmente porque são obrigados por familiares ou grupos organizados. Numa altura em que se falta tanto em vítimas e deliquência juvenil, há que ter em conta estes dois pesos na balança. Antes de se condenarem estes jovens a penas de prisão que não terão qualquer efeito prático na suas vidas, há que ajudá-los a encontrar um outro caminho, há que ensinar-lhes que há outras saídas.




Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008
A Byblos fechou

Dois dias depois de eu ter, finalmente, visitado a Livraria Byblos, eis que surge a notícia do seu encerramento, devido a problemas económicos. Aquela que há um ano foi apresentada como a maior livraria do país, que ocupava uma área de cerca de 3300 metros quadrados nas Amoreiras (Lisboa) e oferecia 150 mil títulos, não conseguiu resistir à crise económico-financeira mundial.É sempre de lamentar quando uma livraria encerra. Não só porque são lugares de trabalho que se perdem, mas também a oferta cultural de um país fica mais pobre.

 

 

Não sei até que ponto não existiram erros de estratégia aquando do lançamento do projecto. Uma das situações que mais estranheza me causou quando entrei na Byblos foi o facto de aquele espaço enorme estar praticamente vazio de clientes. Sem exagerar, não chegavam à meia-dúzia. E o espaço é bastante agradável de se estar e com uma variedade enorme de produtos, desde livros, revistas, CD, DVD, videojogos, restauração, auditório, entre outros. O que me levou até lá foi, precisamente, um seminário de entrada gratuita.

 

 

Mas isto não é suficiente. O facto de se localizar numa zona não servida por estações de Metro representa uma menos-valia. A mais próxima situa-se no Rato e poucas são as pessoas que, como eu, estão dispostas a fazer o resto do percurso a pé. A inexistência de um cartão de clientes, que hoje em dia é como que sagrado em qualquer livraria, não ajuda a fidelizar clientela. E o sistema de catalogação dos livros é algo confuso. Não entendi por que razão os livros sobre a Igreja Católica e o cristianismo se encontram na estante da Mitologia. E também não compreendi (acreditem que me esforcei bastante) para perceber o critério de arrumação dos livros de literatura português e estrangeira. Se pelo primeiro nome do autor, se pelo apelido.




Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
O Governo e o choque tecnológico

Portugal Tecnológico é o nome de uma exposição que está patente na FIL, em Lisboa, até ao dia 23 deste mês e que é apadrinhada pelo primeiro-ministro. Ou não fosse José Sócrates o grande defensor da importância de haver um choque tecnológico em Portugal. A começar pela Administração Pública.

 

Pena é que o primeiro-ministro e a sua equipa ainda não se tenham mentalizado que não basta oferecer às pessoas as ferramentas necessárias, é preciso também ensinar-lhes como utilizá-las da forma mais eficaz e organizar as equipas de modo a que as ferramentas tecnológicas permitam os resultados desejados. E nem sempre isso acontece.

 

Vejam este simples exemplo que se passou comigo recentemente. No dia 4 deste mês enviei um e-mail, através do site do Instituto de Segurança Social (ISS) solicitando uma informação tão simples quanto esta: "Necessito de uma declaração em como não tenho dívidas pendentes à SS. Posso pedi-la na loja do cidadão ou terá que ser nas vossas instalações? Quanto tempo demora a emissão desta declaração e quanto custa?" Três dias depois, recebi um e-mail da Unidade de Gestão de Atendimento do ISS dizendo que a mensagem foi encaminhada para o seviço competente. Como nunca mais obtinha resposta às minhas dúvidas, arranjei tempo para ir directamente à SS (passei horas da fila, acreditem) e resolvi o assunto pessoalmente. No dia 18 (ontem) recebi novo e-mail, desta vez do Centro Distrital de Lisboa do ISS informando-me, uma vez mais, que a mensagem foi encaminhada para o serviço competente. E hoje, qual não é o meu espanto, quando leio um e-mail de uma pessoa do ISS (não é identificado o serviço a que esta pertence) dizendo que a declaração solicitada já tinha sido emitida. Obviamente!

 

 

Isto só prova que se queremos esclarecer qualquer dúvida junto da Asministração Pública nada melhor do que dirigirmo-nos pessoalmente ao respectivo bancão. Nem que percamos uma manhã ou uma tarde em longas filas. Vale mais do que confiar do chamado choque tecnológico!




Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Volta, Santana, que não estás perdoado!

Só hoje tive oportunidade de ler a entrevista de Pedro Santana Lopes à revista Pública, em que ele confirma o seu desejo de regressar à liderança da Câmara Municipal de Lisboa, de onde, aliás, segundo o próprio, nunca deveria ter saído. Santana Lopes sempre foi ambicioso. Muito ambicioso e o poder atrai-o de sobremaneira. Ninguém acredita, por isso, que a sua ida para o Governo, em 2004, se tenha devido apenas ao facto de o partido "nunca o perdoar" se não aceitasse substituir Durão Barroso no cargo. Ele próprio admite, na entrevista, que estaria a "prejudicar-se para sempre" caso recusasse o convite.

 

 

A ambição de Santana é tal que o próprio só admite exercer mais algum cargo político se for "para tentar estar dois mandatos em Lisboa" e que, desta vez, "nada, mas nada, mas nada" o fará abandonar a Câmara antes de cumprir os dois mandatos. Esquecer-se-á Santana Lopes que a voz do povo é soberana e só os eleitores lhe permitirão, em última instância, cumprir os dois mandatos? Que fará caso, nas segundas eleições, não for o escolhido? Tomará a governação da Câmara à força?

 

 

Se, repito, se for eleito, espero que não tente manobrar a imprensa como o fez anteriormente e que se rodeia de uma equipa de assessores melhor preparada. Guardo religiosamente uma carta de uma das suas chefes de gabinete a propósito de um comentário meu publicado no Jornal de Notícias. Trata-se de uma verdadeira relíquia, acreditem! A minha primeira reação foi rir. Depois, foi a de pena para com aquela. Cheguei mesmo a ter vontade de aconselhá-la a voltar à escola para (re)aprender a escrever português e a tirar um curso de assessoria, onde lhe ensinariam, entre outras coisas, que em política está-se mais exposto à crítica e há que ter algum poder de encaixe e não cair na tentação de enviar cartas a jornalistas por tudo e por nada. Sob pena de se cair no ridículo!




Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
Ajude a concretizar o sonho de uma criança

A Terra dos Sonhos precisa de realizar um sonho: o de ter a sua própria sede. Mas, para isso, precisa da ajude de todos nós.

 

A Terra dos Sonhos é uma instituição particular de solidariedade social, sem fins lucrativos, que tem como missão realizar os sonhos mais inalcançáveis de crianças e jovens com doenças crónicas e/ou em fase terminal. Desde Junho de 2007 até hoje já conseguiu concretizar o sonho de 21 crianças.

 

A Terra dos Sonhos tem estado sedeada num escritório emprestado na Rua Tomás Ribeiro, em Lisboa, só que a partir de Janeiro de 2009, este espaço deixará de estar disponível. Por isso, a Terra dos Sonhos procura uma casa nova e pede, para isso a sua ajuda.

 

Se quer conhecer melhor este projecto vá a www.terradossonhos.org




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