... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
Bloguistas e jornalistas

A proliferação de blogues na Internet e o impacto que muitas vezes a informação que divulgam têm não só na vida do cidadão comum, mas também nas instituições políticas, económicas e cívicas, colocam cada vez mais em debate o papel dos jornalistas e dos bloguistas na era da informação. Será que caminhamos para uma estádio em que os blogues atingirão uma tal qualidade e eficiência que os chamados meios de comunicação social passarão a ser dispensáveis? Qual o papel reservado para os jornalistas nesta nova era? O jornalista norte-americano Frank McGuire considera que o futuro não será obrigatoriamente construído pelos jornalistas, precisamente devido às diversas ferramentas tecnológicas que permitem a cada um de nós produzir informação (?) e divulgá-la a um sem número de pessoas. Como designar estes novos meios é o desafio lançado por Mark Brings no seu blogue - http://www.journalism20.com/blog/

 

 

Rebecca Blood, em "O Livro de Bolso do Weblogue", dedica um subcapítulo precisamente à temática dos weblogues e o jornalismo. Tal como a autora, também considero que jornalistas e bloguistas têm objectivos e obrigações diferentes e, por isso, nenhum irá anular o outro. Ambos terão que se ir adaptando e moldando aos novos tempos, mas sempre tendo presentes a sua função original. "... os relatos de notícias consistem na entrevista de testemunhas oculares e de especialistas, na confirmação dos factos, na escrita de uma representação original do assunto, uma revisão editorial: o jornalist afaz a sua pesquisa e escreve a sua história e o editor assegura-se de que essa está em conformidade com os requisitos. Cada passo está pensado para criar  um produto consistente, conforme aos padrões da agência noticiosa. Os weblogues não faze nada disto", diz Rebecca Blood e eu concordo inteiramente com ela!

 




Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
O orçamento do Governo do choque tecnológico

O Governo do choque tecnológico, do computador Magalhães e das escolas ligadas à internet não conseguiu entregar, a tempo e horas, na Assembleia da República, o Orçamento de Estado para 2009. Apesar de ter sido esse mesmo Governo a solicitar a antecipação da data de entrega em um dia, devido a compromissos do senhor Ministro das Finanças. Apesar de este ter feito questão de sublinhar que "este documento, até o computador Magalhães abria". Pudera...

 

 

O Governo não entregou, a tempo e horas, nem sequer o documento por inteiro. Limitou-se a entregar no Parlamento uma pen USB com parte do documento, sem anexos, nem mapas. O dia foi de tal forma aziago em termos informáticos que até os próprios serviços da Assembleia da República tiveram dificuldade em fazer cópias dos documentos para entregar aos deputados. O que levou alguns destes a afirmar que "tudo não passou de uma encenação".

 

 

Argumentar que tudo se deveu a "complexidade dos documentos" e fingir que não se passou nada de anormal, como fez o primeiro-ministro (que recusou comentar o caso alegando ter pessoas à sua espera para jantar), não é próprio de um Governo que se diz adepto das novas tecnologias, que adopta políticas de desmaterialização de documentos e de serviços on-line, e muito menos dignificante de um primeiro-ministro que está constantemente a pedir aos portugueses que confiem nele porque, "ao contrário de outros", não vira a cara aos problemas.




Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
TMN e a protecção dos dados pessoais

Garantem-nos confidencialidade e protecção total dos nossos dados pessoais. Mas na era das novas tecnologias todos os cuidados são poucos relativamente a estas matérias. E muitas vezes, as empresas e entidade que deveriam dar um exemplo nesta área, são as primeiras a quebrarem as regras.

 

 

Recentemente, um familiar meu comprou um cartão TMN. Quando tentou registar-se na página web da empresa como um novo utilizador, o pedido foi recusado porque aquele número de telemóvel - que ele acabara de comprar - já estava registado. Através do mesmo site, e fornecendo o seu e-mail, solicitou a password do registo, que lhe foi prontamente enviada. E na posse dessa palavra-passe entrou, finalmente, como utilizador. Qual não foi o seu espanto ao verificar que o seu número de telemóvel que estava registado em nome de uma pessoa que mora em Lisboa (na zona das Laranjeiras) e que, além do nome e morada completos, tinha acesso ao seu número de identificação bancária.

 

 

O que se passou? Provavelmente, há muitos anos, aquele número de telemóvel terá pertencido a outra pessoa. Uma vez que não era utilizado há muito tempo (não sei qual o período obrigatório), a TMN reactivou o número e vendeu-o. Esqueceu-se, no entanto, de eliminar o antigo registo na sua página web, permitindo que o novo utilizador tivesse acesso a este. Imaginem só se o cartão fosse vendido a alguém menos escrupuloso, que utilizassem esses dados pessoais para fins menos legais.

 

 

Depois deste caso, passei a ser ainda mais cuidadosa no que diz respeito a facultar os meus dados pessoais via net. E aconselho: se perderem ou vos roubarem ou desistirem de um número de telemóvel, tenham o cuidado de verificar se os vossos registos nas respectivas operadoras são devidamente destruídos e não ficam disponíveis a qualquer um. Não vá o diabo tecê-las!

 




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