... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
Anormalidades

É inevitável voltarmos a este tema!

 

D. Saraiva Martins, um dos dois cardeais portugueses com assento no Vaticano, considerou ontem, na Figueira da Foz, nos já famosos "125 minutos com Fátima Campos Ferreira", que a "homossexualidade não é normal". E, por isso, um casal homossexual nunca poderá "providenciar a formação das crianças".

 

 

Estas são palavras proferidas por um alto representante da Igreja Católica. A mesma Igreja que durante séculos e séculos apoiou os Estados que consideravam as mulheres seres menores e, como tal, lhes retiravam direitos sociais, económicos, políticos e jurídicos.

 

A mesma Igreja Católica que ainda hoje recusa ter mulheres na sua hierarquia.

 

A mesma Igreja Católica que se manifestou contra o registo civil, o casamento civil e o divórcio.

 

A mesma Igreja Católica que ainda hoje defende que o sexo deve ser apenas praticado com vista à procriação e não porque dois (ou três ou quatro) seres desejam ter prazer dessa forma.

 

A mesma Igreja Católica que continua a proibir o uso de métodos contraceptivos, mesmo que com estes se evitem gravidezes indesejadas ou doenças sexualmente transmissíveis.

 

A mesma Igreja Católica que se queixa de estar a perder fiéis. Será que ainda não percebeu porquê?

 




Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
Sem comentários

Estas declarações foram proferidas em Outubro passado, durante o período antes da ordem do dia da Assembleia Municipal de Odivelas:

 




Sábado, 7 de Fevereiro de 2009
Sócrates e o casamento homossexual

José Sócrates está aflito. Diria mesmo, aflitíssimo. Está a ver que o tapete lhe escorrega cada vez mais debaixo dos pés e que a tão pedida maioria absoluta está cada vez mais longe. Só assim se justifica que, de repente, tenha eleito como tema estruturante de debate nacional o casamento civil entre homossexuais. Logo ele que ainda há meia dúzia de meses rejeitava discutir este assunto no Parlamento, argumentando que o tema que não estava na agenda nem do Governo, nem do PS. O que mudou para que Sócrates alterasse radicalmente a sua posição? O descontentamento do povo para com a sua governação, à qual acresce a vontade férrea de se manter no poder a todo o custo. Mesmo que para isso tenha que se vergar a temas que lhe são particularmente caros. 




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