... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009
É este o respeito que merecem os GNR?

Uma semana depois de ter denunciado que os militares da GNR de Vialonga eram transportados numa carrinha celular, por falta de outro meio de transporte, a SIC noticiou hoje que essa carrinha foi substituída por um veículo... que não tem a inspecção obrigatória em dia e que tem uma porta... emperrada. Sinceramente, não sei o que é pior! As duas situações são extremamente humilhantes para uma força que tem como objectivo a defesa da segurança dos cidadãos (incluindo a segurança rodoviária) e que por estes deve ser respeitada. Mas se nem os seus próprios superiores hierárquicos parecem preocupar-se com este tipo de situações, não se admirem, depois, se os militares forem alvo de chacota ou não poderem acorrer com a prontidão exigida a situações de emergência.

 

Estaremos num país do terceiro mundo e eu ainda não dei por nada?




Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
Super Glock

São consideradas das pistolas mais seguras do mundo, mas, mesmo assim, o Ministério da Administração Interna exigiu ao fabricante a introdução de um botão de segurança. Resultado: por causa desse simples botão, as Glock 19 - que já começaram a ser distribuídas na PSP e na GNR - apresentam graves falhas de... segurança. Confuso?!

 

A patilha de segurança retira apoio ao carregador, que acaba por cair. Como este botão é semelhante àquele que liberta o carregador, em situações de emergência, o utilizador pode accioná-lo sem querer. E o seu tamanho reduzido dificulta a sua utilização com luvas. As falhas continuam. O invólucro da munição, em muitos casos, é ejectado em direcção à cara do agente e não para o lado. A acrescentar a tudo isto, há ainda a falta de coldres, que impede dos elementos da segurança de transportar a nova arma.

 

A PSP já admitiu as falhas e procedeu à recolha de algumas pistolas. Na GNR, as armas distribuídas ainda não estão a ser utilizadas, por falta de coldres. Mais uma vez, um plano que poderia, de facto, contribuir para a melhoria das condições de trabalho das nossas polícias saiu gorado. Falta saber com que custos. 




Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
Para quando PSP na Póvoa de Santa Iria?

A mais recente reforma administrativa das forças de segurança traduziu-se, em algumas freguesias, na substituição da GNR pela PSP ou vice-versa. Noutras situações, como é o caso da Póvoa de Santa Iria (concelho de Vila Franca de Xira), além dessas substituição (da GNR pela PSP) assistiu-se ao encerramento das instalações (bastante degradadas, diga-se em abono da verdade) onde estava sedeada essa força policial. O que motivou compreensíveis receios por parte da população. A PSP, à qual agora está afecta a freguesia, encontra-se instalada em Alverca.

 

 

Para calar a voz do povo, ou quiçá, já numa acção de pré-campanha eleitoral, o Ministério da Administração Interna e a PSP assinaram, na altura, um protocolo com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, com vista à construção de uma esquadra na Póvoa de Santa Iria, "passando a PSP a ter um local ajustado à sua actividade, dotado de condições de funcionalidade e operacionalidade". No mesmo documento ficou acordado que o concurso para a obra seria lançado em Janeiro de 2008, que a construção arrancaria no primeiro semestre deste ano e que a esquadra estaria em funcionamento em 2009.

 

 

Estamos a cerca de um mês e meio do final do ano e o projecto ainda não está concluído e muito menos o concurso público lançado. Ou não estivessemos nós a falar de uma obra do Estado. Na vizinha freguesia de Santa Iria de Azóia, já no concelho de Loures, durante anos e anos e anos, estiveram inscritas no orçamento de Estado verbas para a construção de um posto da GNR. A autraquia chegou a ceder um terreno para a construção do mesmo e este nunca foi feito. A freguesia continua dependente da PSP de São João da Talha.

 

 

Crescemos a pensar que o Estado é uma pessoa de bem. Mas a multiplicação de casos como estes só nos mostram que a demagogia política está viva e bem viva e que nem sempre o Estado cumpre o que promete. Ele, que devia dar o exemplo, é muitas vezes o primeiro a frustar as expectativas que o próprio gerou nos cidadãos.

 

 

 




Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
O suicídio dos polícias... e não só!

Na sua habitual crónica no diário "24 horas", Joaquim Letria dissertava hoje sobre os recentes casos de suicídio entre elementos das forças de segurança, recordando que só no espaço de cinco dias cometeram suicídio três militares da GNR e um agente da PSP. Recusando o argumento de que tais actos se deveram a "problemas passionais", Joaquim Letria critica a insuficiência do apoio médico e a desatenção das chefias destas forças de segurança para este tipo de situações. Infelizmente, não são casos únicos.

 

 

Cada vez mais, as empresas e instituições olham para os seus colaboradores não como seres humanos que são, mas sim como meros instrumentos de produção, facilmente descartáveis, facilmente substituíveis. A pressão a que todos nós somos diariamente sujeitos, o número de horas que vivemos nos nossos locais de trabalho, as ordens e contra-ordens que recebemos, a falta de diálogo entre os diversos níveis de hierarquia e o ouvir e calar a que somos obrigados levam-nos muitas vezes a cometer actos destes ou semelhantes.

 

 

As empresas e instituições desumanizaram-se. Não têm tempo, nem espaço para perceber por que razão um dos peões anda para a direita, quando todos os outros caminham para a esquerda. Limitam-se simplesmente a colocá-lo de lado e a substituí-lo. Atendendo à crise económico-financeira que o país atravessa, à precariedade no emprego e à falta de aposta na saúde mental dos portugueses, surpresa é que a taxa de suicídios em algumas categorias profissionais ou os casos de actos tresloucados não tenham aumentado.


Jamé...:


Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
Crime, disse ela!

A onda de crimes violentos parece não querer acalmar. E os órgãos de comunicação social, à falta de assuntos mais polémicos, capazes de fixar a atenção das audiências, continuam a alimentar a opinião pública com notícias sobre criminalidade. Não que estas não tenham valor-notícias mas - à excepção do assalto ao BES de Campolide e à carrinha de valores na auto-estrada do Sul -, a verdade é que todos os dias ocorrem vários crimes por este país a fora.

 

Hoje, a notícia de que um homem de 30 anos foi baleado com três tiros dentro da esquadra da PSP de Portimão por um vizinho, de quem ia apresentar queixa, orginou um rol de críticas por parte daqueles que consideram que a segurança é um assunto da exclusiva responsabilidade do Governo e das forças policiais. Muitos afirmavam que já nem nas esquadras estamos em segurança. Mas a verdadeira questão não é esta!

 

Ninguém quer um Estado policial, em que em nome da segurança colectiva todos os outros direitos, principalmente o da liberdade, sejam postos em causa. Ninguém quer, pelo simples facto de entrar numa esquadra da PSP ou num posto da GNR, ser revistado como se de um criminoso se tratasse. Qualquer dia, só pelo simples facto de visitarmos uma exposição, assistirmos a uma peça de teatro ou a uma cerimónia religiosa, por exemplo, teríamos que ser minuciosamente vistoriados por elementos das forças policiais para evitar que cometessemos um qualquer crime.

 

Há que não ter ilusões. O crime sempre existiu e sempre existirá. Aquilo que constitui crime é definido por cada sociedade, em cada época, bem como as sanções a que os autores dos mesmos ficam sujeitos. Deve ser feita uma aposta na prevenção da criminalidade, antes de avançarmos para a repressão da mesma. Devem ser atacadas as suas causas - os problemas sociais e económicos que muitas vezes impulsionam muitas pessoas a cometer determinados crimes - em vez de se realizarem operações policiais, como as que ultimamente temos assistido, que mais não são do que espectáculos mediáticos para calar a voz do povo.




Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008
Chamem a Polícia!

Há cerca de duas semanas, o administrador do prédio onde vivo, na Póvoa de Santa Iria, decidiu colocar nas partes comuns avisos para que todos os habitantes e visitantes redobrem os cuidados de segurança sempre que entram ou saem do prédio, uma vez que o número de assaltos a viaturas, residências e estabelecimentos comerciais tem aumentado no bairro. Na mesma semana, o cabeleireiro e o café que funcionam mesmo em frente à minha casa foram assaltados sem que ninguém se apercebesse, embora funcionem em edifícios de habitação. Assaltos em interiores de garagens também já não são novidade. A novidade é que a Póvoa de Santa Iria, uma cidade com cerca de 38 mil habitantes, nos arredores de Lisboa, ficará, a partir de quinta-feira, sem instalações policiais. Graças ao plano de reorganização territorial das forças de segurança, o posto da GNR da Póvoa de Santa Iria encerrará amanhã e a cidade ficará sob protecção da PSP de... Alverca. Que por sua vez terá também a seu cargo a segurança de Alhandra, Forte da Casa, Sobralinho e a zona urbana de Vila Franca de Xira. Obviamente que a mudança não agrada aos munícipes, muito menos com este aumento do sentimento de insegurança e do número de assaltos. O presidente da Junta de Freguesia garante que a esquadra da PSP da Póvoa de Santa Iria "vai ser construída o mais rápido possível", tanto mais que já existe projecto, terreno e verbas. Só que o presidente da Junta de Freguesia esquece-se que entre a intenção e a acção vai uma grande distância. É preciso não esquecer que desde a década de 80 estava prevista a construção de um quartel da GNR na vizinha freguesia de Santa Iria de Azóia, com terreno cedido pela autarquia e verbas inscritas em PIDDAC, e que este nunca foi (nem virá a) ser construído. O que os munícipes pretendem são projectos concretos, não palavras vãs!


Jamé...: Insegura
Música: Relato do Marítimo vs Boavista na SportTV1


Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
O Cabo Costa faz anos... e a GNR manda dar-lhe os parabéns!

Acreditem que não é piada! É mesmo verdade e a GNR juro, a pés juntos, que o que está por detrás desta ordem está uma questão de "solidariedade". Isso mesmo, de solidariedade para com aquele que ficou conhecido como o serial killer de Santa Comba Dão. Para aquele que assassinou três jovens e foi condenado a 25 anos de prisão por esses crimes.

A história conta-se em breves palavras. Na próxima segunda-feira, o cabo Costa faz anos e o comandante-geral da GNR quer "nomear um militar, de preferência voluntário" do Grupo Territorial de Viseu (ao qual ele pertencia) para o ir visitar nesse dia ao presídio de Tomar. Obviamente, que tal ordem, perdão!, pedido, causou mal-estar na corporação.

Confesso que não sei se o mais grave é o comandante-geral da GNR se ter lembrado de emitir esta ordem, perdão!, pedido, se a justificação dada, a da solidariedade para com um homicida. E esta, hein?


Música: Flash interview na SportTV1


Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
Maldita cocaína

800 doses de heroína e de cocaína desapareceram do quartel da Brigada de Trânsito da GNR de Albufeira sem que ninguém consiga explicar como tal foi possível. A droga simplesmente evaporou-se ou, como disse o comandante do posto a um jornal diário, o envelope que a continha terá ficado esquecido no meio de outra correspondência e "ganhou pernas". O desaparecimento, só por si, já é grave, mas mais grave se torna este caso se tivermos em conta de que esta droga é a prova principal contra dois homens detidos por suspeita de tráfico de estupefaciente e de que, desde a sua apreensão, no sábado, nunca esteve guardada no cofre do posto, onde deveria estar desde a primeira hora. Desde a segunda-feira que militares e cães treinados na detecção de estupefacientes procuram estas 800 doses de droga em todos os cantos e recantos à volta do quartel, sem sucesso. Numa altura em que tanto se discute a reforma das forças de segurança, este triste episódio em nada abona a favor da GNR.  Como é possível que a prova principal contra dois suspeitos de tráfico de droga possa pura e simplesmente ter desaparecido das instalações da Guarda?


Jamé...: Surpreendida
Música: Telenovela da TVI "Fascínios"


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