... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
Para quando PSP na Póvoa de Santa Iria?

A mais recente reforma administrativa das forças de segurança traduziu-se, em algumas freguesias, na substituição da GNR pela PSP ou vice-versa. Noutras situações, como é o caso da Póvoa de Santa Iria (concelho de Vila Franca de Xira), além dessas substituição (da GNR pela PSP) assistiu-se ao encerramento das instalações (bastante degradadas, diga-se em abono da verdade) onde estava sedeada essa força policial. O que motivou compreensíveis receios por parte da população. A PSP, à qual agora está afecta a freguesia, encontra-se instalada em Alverca.

 

 

Para calar a voz do povo, ou quiçá, já numa acção de pré-campanha eleitoral, o Ministério da Administração Interna e a PSP assinaram, na altura, um protocolo com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, com vista à construção de uma esquadra na Póvoa de Santa Iria, "passando a PSP a ter um local ajustado à sua actividade, dotado de condições de funcionalidade e operacionalidade". No mesmo documento ficou acordado que o concurso para a obra seria lançado em Janeiro de 2008, que a construção arrancaria no primeiro semestre deste ano e que a esquadra estaria em funcionamento em 2009.

 

 

Estamos a cerca de um mês e meio do final do ano e o projecto ainda não está concluído e muito menos o concurso público lançado. Ou não estivessemos nós a falar de uma obra do Estado. Na vizinha freguesia de Santa Iria de Azóia, já no concelho de Loures, durante anos e anos e anos, estiveram inscritas no orçamento de Estado verbas para a construção de um posto da GNR. A autraquia chegou a ceder um terreno para a construção do mesmo e este nunca foi feito. A freguesia continua dependente da PSP de São João da Talha.

 

 

Crescemos a pensar que o Estado é uma pessoa de bem. Mas a multiplicação de casos como estes só nos mostram que a demagogia política está viva e bem viva e que nem sempre o Estado cumpre o que promete. Ele, que devia dar o exemplo, é muitas vezes o primeiro a frustar as expectativas que o próprio gerou nos cidadãos.

 

 

 




Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
Emprateleirados

Só quem nunca viveu uma situação destas é que pode desvalorizar o estado de espírito de quem se encontra "na prateleira". É das situações mais desgastantes do ponto de vista psicológico e humilhantes do ponto de vista humano. Em tempo de crise financeira, as situações multiplicam-se. Os dias de incerteza servem de argumento às empresas para retirar de funções os empregados que já não lhes interessam, à espera que estes cedam e acabem por se ir embora de livre vontade.

 

 

E não pensem que apenas os funcionários de categoria inferior são afectados por este mal das sociedades ditas desenvolvidas. Este é um vírus que atinge todas as classes e níveis profissionais. Sei de pessoas com cargos de chefia que, depois de terem trabalhado no duro para o crescimento da empresa, são destituídos do cargo e isolados do resto da equipa até a pressão psicológica ser de tal forma que desatam a chorar como crianças assustadas. Sei de pessoas colocadas sem funções em caves sem janelas, dia após dia, ano após ano, obrigadas a cumprir um dia inteiro de trabalho. Funcionários de empresas que até têm projectos de solidariedade social... mas apenas para inglês ver.

 

 

Em tempos de crise, como os que vivemos actualmente, o chamado assédio moral agudiza-se e o ambiente nos locais de trabalho torna-se ainda mais pesado e irrespirável. Aumentam as desconfianças entre colegas, a competição doentia, horas de trabalho, as fragilidades psicológicas e emocionais com custos altíssimos, não só para os funcionários individualmente, mas também para as empresas e o próprio Estado. Mas estas são contas que nem uns, nem outros gostam de fazer.




Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
Assalto à PJ

Quando a casa da própria Polícia Judiciária é assaltada, que segurança deverá esperar o simples cidadão a quem essa própria Judiciária e o Governo prometem um acérrimo combate ao crime? De que serve ao ao Ministro da Justiça dizer agora que foi aberto um inquérito para purar responsabilidades e perceber como tudo começou. Como em muitos outros casos, só depois de casa roubada é que o Estado coloca trancas na porta.

 

 

O assalto foi cometido na madrugada de sábado por um toxicodependente (entretanto já detido) que através do método de escalamento conseguiu entrar num dos andares do edifício onde está sediada a Direcção Central de Combate ao Banditismo, secção responsável pelo crime violento. Sem qualquer obstáculo, conseguiu apoderar-se de três computadores pessoais de inspectores e de duas armas de fogo. Deu-se o caso de o indivíduo querer apenas fazer dinheiro para o consumo da droga e, por isso, rapidamente colocou os artigos à venda na Feira da Ladra. Mas imaginemos que o ladrão tinha outras intenções. Que utilizaria as armas de fogo para cometer outros crimes, que através dos computadores dos inspectores se apoderava de informação confidencial e indelicada, que... Os cenários são quase infinitos.

 

 

Não se justifica que um edifício onde funcionem serviços tão importantes como este exista apenas um segurança e que as câmaras de vigilância não funcionem. Infelizmente, este não foi o primeiro (nem será o último) caso de assaltos a instalações das forças de segurança. Por isso, o cidadão comum pergunta: se até a própria casa da Polícia Judiciária é assaltada, que tipo de segurança somos supostos esperar da parte dos agentes do Estado?

 


Jamé...:


Me, myself & I
Pesquisar neste blog
 
Junho 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


Posts recentes

Para quando PSP na Póvoa ...

Emprateleirados

Assalto à PJ

Memórias

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

tags

todas as tags

Outros Jamé!
Bibliografia
"Génese e desenvolvimento do movimento feminista português (1890-1930)", dissertação de mestrado em História do século XX, FCSH/UNL, Abril de 2005
Em co-autoria: "Memórias da Siderurgia - Contribuições para a História da Indústria Siderúrgica em Portugal", coordenação Maria Fernanda Rollo, ed. História e Câmara Municipal do Seixal, 2005
É @ visitante nº...
Free Counter
Free Counter
Publicidade

Visit Animal friends from Europe
Locations of visitors to this page
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds