... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
E agora, José?

Sem surpresa, o PS venceu estas eleições legislativas. Digo "sem surpresa" porque, como referiu João Miguel Tavares no «Governo Sombra - extraordinário» (TSF) de ontem à noite, entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite, sem dúvida que o líder socialista dá um melhor primeiro-ministro. Mas esta é apenas uma meia-vitória, pois não tendo o PS maioria no Parlamento, terá que aprender a negociar, à Esquerda ou à Direita, para que consiga a aprovação dos seus projectos. Caso contrário, como já vaticinou o socialista João Cravinho, este novo governo não durará mais de dois anos.

 

 

José Sócrates apelidou de «extraordinária» a vitória do PS nestas eleições legislativas. O que tem de extraordinário perder meio milhão de votantes? O que tem de extraordinário perder 25 deputados? O que tem de extraordinário conseguir mais votos do que o PSD, cuja líder, sem chama, chegou a admitir publicamente que não se candidatou à liderança do partido para ocupar o lugar de primeira-ministra?

 

 

O secretário-geral do PS disse ontem que ainda era cedo para falar na constituição do novo executivo. Mas há uma questão que o povo português merece que seja rapidamente esclarecida: que José Sócrates vai liderar o novo Governo? O José Sócrates que governou nos últimos quatro anos, egocêntrico, autoritário, que lida mal com a liberdade de expressão e que preza demasiado a sua vida privada, ou o José Sócrates da campanha eleitoral, humilde, companheiro, que reconheceu os erros e as falhas de governação, que até invocou os filhos e a namorada para conseguir a simpatia do povo? Fica a pergunta!

 

 




Sábado, 26 de Setembro de 2009
Sugestão de...

... REFLEXÃO!

 

 Estamos na véspera das eleições legislativas. Dia que a lei consagra à reflexão. Está, por isso, proibida "toda e qualquer actividade que vise directa ou indirectamente promover candidaturas, seja dos candidatos, dos partidos políticos, dos titulares dos seus órgãos ou seus agentes ou de quaisquer outras pessoas" (art. 61º da Lei Eleitoral da Assembleia da República). Quem violar a lei "será punido com prisão até 6 meses e multa de 2,49 a 24,94€" (art. 141º).

 

Só no caminho de casa para o emprego cruzei-me com dezenas de cartazes de propaganda partidária, onde as várias candidaturas apresentam as suas propostas de governo e criticam os adversários. Não é isto uma clara violação da lei? 




Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
O poder do voto!

No próximo domingo, nós, cidadãos eleitores, teremos nas mãos o poder de decidir que futuro queremos para o nosso país. Mais do que um dever, o poder de votar é um direito do qual não deveremos abdicar nunca, sob pena de estarmos a trair todos aqueles que ao longo de séculos e séculos lutaram para que esta fosse uma faculdade universal. Não nos esqueçamos da História. Dos períodos em que só os detentores de determinados títulos nobiliárquicos, académicos, de riqueza ou pertencentes ao chamado sexo forte (?!), poderiam decidir quem queriam que os representasse.

 

 

No próximo domingo, nós, cidadãos eleitores, teremos na mão o poder de nomear quem queremos que nos represente na Assembleia da República e qual o partido que queremos que nos governo nos próximos quatro anos. Queimados que estão os últimos cartuchos de duas semanas de campanha eleitoral, é tempo de esquecermos as arruadas, os comícios-espectáculos, os discursos floreados e reflectirmos verdadeiramente nas propostas de cada uma das candidaturas, analisar o percurso de cada um dos candidatos e decidir em consciência o que consideramos ser o melhor para o futuro do país. Essa é uma responsabilidade à qual não podemos, não devemos fugir. O voto é um instrumento demasiado poderoso para que deixemos o utilizar.




Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
Síndrome do Pinóquio

A expressão não é minha, mas de um dos intervenientes do Fórum da TSF, que hoje debateu as propostas ontem apresentadas pelo primeiro-ministro relativamente à reforma do sistema fiscal. Mas subscrevo-a inteiramente! José Sócrates sofre da Síndrome do Pinóquio. Mente descarada e sistematicamente e está convencido de que os portugueses não se apercebem, que têm memória curta e, por isso, não se coíbe de lhes pedir uma nova maioria absoluta.

 

Sempre partilhei dos valores da Esquerda. Sempre voltei à Esquerda. Nas últimas eleições legislativas votei no PS. Ou melhor, em José Sócrates. No projecto que apresentou. Na forma convincente como prometia reformar o país de modo a colocá-lo na linha da frente. Mas há muito que me arrependi. Sinto-me traída. E por isso, sinto o dever patriótico de nas próximas legislativas não votar no PS. E como eu, milhares de portugueses. Porque se José Sócrates conquistar nova maioria, seja ela relativa ou absoluta, tenho que concordar com o Alberto João Jardim: os portugueses devem estar loucos.

 

Quando, ontem, José Sócrates afirmou que "o emprego deve ser a prioridade das prioridades sociais em Portugal", estava, de facto, a assumir que nestes últimos quatro anos a questão do emprego não foi uma prioridade para o seu Governo. E não há como desmenti-lo! Diariamente, centenas de portugueses conhecem a realidade do desemprego sem verem garantidos minimamente os seus direitos. Em presas que reberam apoio financeiro do Estado para se instalarem em Portugal, estão a deslocalizar as suas instalações sem honrar os compromissos assumidos, sem que o Estado faça o que quer que seja.

 

Quando, ontem, José Sócrates anunciou que "é injusto os titulares de altos rendimentos gozarem hoje de maiores deduções do que a classe média", estava, de facto, a admitir que o seu Governo nada fez, nos últimos quatro anos, para alterar esta situação.

 

E os exemplos não têm fim.

 

É mais do que tempo de os portugueses tomarem as rédeas do país e dizerem NÃO a este partido e a este primeiro-ministro!




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