... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Quarta-feira, 18 de Março de 2009
Drinking spiking - cuidado com o que bebe

Este video foi-me hoje enviado por um amigo e recordou-me uma reportagem que escrevi há quatro anos, sobre um fenómeno que cada vez mais preocupa as autoridades policiais em todo o mundo, incluindo as portuguesas. Veja o video com atenção:

 

 

 

O "drinking spiking" (ou adulteração de bebidas) consiste na adição de uma substância psicotrópica na bebida de alguém sem o conhecimento desta. Normalmente, este tipo de crime ocorre em bares, discotecas e mesmo em festas privadas, por isso, há que ter muita atenção com as bebidas que se consomem nesses locais. Por se tratarem de substâncias inodores, incolores e insípido, a vítima não detecta a sua presença.

 

Na altura em que realizei a reportagem, o comandante da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa, Dário Prates, explicava que normalmente este crime, o drinking spiking, tinha como objectivo a prática de outro crime: o roubo e/ou a violação. E deixava alguns conselhos:

- nunca aceitar bebidas de desconhecidos;

 

- mesmo que peça a bebida directamente ao empregado do bar, esteja sempre atento aos seus movimentos e prefira que lhe tragam a bebida numa garrafa com tampa selada do que em copo;

 

- em caso algum, mesmo quando vai para a pista de dança, perca a sua bebida de vista;

 

- se sentir algum efeito estranho após a ingestão de uma bebida, alerte de imediato alguém da sua confiança ou um empregado do bar bem como as autoridades policiais;

 

- a vítima deve ser observada por um médico o mais rápido possível, visto que o exame toxicológico deve ser feito, no máximo, até 72 horas após a ingestão da bebida adulterada;

 

- a preservação de provas (roupa, o copo por onde bebeu, etc.) é também primordial.

 

 




Segunda-feira, 10 de Março de 2008
Ainda a nova Lei do Tabaco

Dois meses após a entrada em vigor da nova Lei do Tabaco, as críticas e queixas dos empresários da hotelaria, restauração e afins já pouco se ouvem. Não porque a legislação tenha sido revogada, mas porque, aos poucos, as suas pretensões têm vindo a ser aceites. O mais recente exemplo é o acordo assinado na semana passada entre a Associação de Discotecas Nacional e a Direcção-Geral da Saúde, que permite fumar em estabelecimentos de bebidas com espaços destinados a dança e com uma área até 100 m2 desde que "cumpram os requisitos de sinalização, ventilação e extracção de fumos". Ou seja, uma lei que surgiur, de acordo com o Governo, para permitir a melhoria da qualidade do ar em espaços fechados e evitar que os não-fumadores sejam vítimas do vício dos outros obriga a que eu, não-fumadora, das duas uma: ou passe a não frequentar discotecas até 100 m2 de área ou, optando por frequentá-las, fique sujeita aos malefícios do tabaco. Afinal, onde está o espírito da lei? Não esqueçamos que as discotecas são também locais de trabalho...  E se esta excepção é permitida nas discotecas, por que também não pode ser aplicada em restaurantes? colectividades? salas de jogos?, etc., etc., etc. Ou melhor, por que não criar um terceiro dístico - a juntar aos dois já criados pela DGS - com o seguinte dizer: "Proibido não fumar"?


Jamé...: Revoltada
Música: Relato do Belenenses vs Boavista na Sport TV1


Sábado, 19 de Janeiro de 2008
O que nasce torto...

"A lei do tabaco é clara nos seus objectivos, mas é de leitura difícil"

(Francisco George. director-geral da Saúde in Público de hoje)

"Não posso assegurar que os casinos não vão conseguir uma excepção mais favorável"

(Francisco George, director-geral da Saúde in Diário de Notícias de hoje)

 

Diz o povo que "o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita". Parece ser o caso da nova Lei do Tabaco, que desde que começou a ser aplicada, no início do ano, ainda não deixou de causar polémica, nem de ser sujeita a múltiplas interpretações. As declarações do director-geral da Saúde, Francisco George, publicadas hoje nos jornais em nada contribuem para o esclarecimento dos portugueses e muito menos para apaziguar os ânimos. Ao admitir que a legislação não é de fácil interpretação, Francisco George está a admitir que esta pode ser lida à luz dos mais diversos interesses. E parece que é por esse caminho que se está ir! Depois da polémica em torno do fumo nos casinos, espoletada pelo facto de o director-geral da ASAE ter sido apanhado a fumar no Casino Estoril -, parece que agora as discotecas poderão ser também locais de excepção, uma vez que são considerados "recintos de diversão". Acontece que estes recintos são também locais de trabalho e nesta matéria em concreto, a lei é taxativa: é proibido fumar nos locais de trabalho. Assim sendo, como harmonizar os dois direitos num mesmo espaço? À custa de tanta excepção Francisco George vai conseguindo adiar a promessa feita aos portugueses: a de que se demitiria caso a Lei do Tabaco não fosse cumprida.


Jamé...: Confusa


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