... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Um pequeno passo, mas importante

Foi à tangente, mas Assembleia Legislativa dos Açores acabou por rejeitar ontem o diploma que visava a legalização das corridas de touros picadas no arquipélago. Não sem as habituais críticas daqueles que, em nome da tradição (como se esta tudo justifique), consideram que este não é um atentado à democracia e um entrave aos benefícios económicos que as corridas poderiam levar às ilhas.

 

Depois de os alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro terem excluído a garraiada do programa da semana académica, estamos perante mais um pequeno passo em prol dos direitos dos animais. Pequeno, mas importante passo!




Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Quais os limites da crueldade humana?

Cada vez mais me convenço de que não há limites. Se o Homem é capaz das maiores atrocidades contra o seu semelhante (Holocausto, Guantánamo, Darfur, só para falar em alguns casos), o que dizer quando o alvo da sua crueldade são os animais? Recentemente, recebi um e-mail dando conta de uma ancestral prática utilizada na Ilha de Reunião: a do uso de cães e gatos vivos como isco para caçar tubarões! Não, não leu mal. É tal e qual assim e poder confirmá-lo visualizando este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=obAoKWzRMus

 

 

Antes de lançarem os pobres animais ao mar, maioritariamente cães e gatos errantes, os pescadores cravam-lhes um gancho no queixo e só então os atiram para que o cheiro a sangue atraia os tubararões. Uma prática verdadeiramente cruel e que deve veementemente recriminada e exterminada. Está a correr na internet uma petição nesse sentido - http://www.petitiononline.com/keiko33/petition.html -, que deve ser assinada por todos aqueles que condenam esta prática cruel. Eu já fiz a minha parte. E você?




Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Concelhos anti-tourada

Depois de Viana do Castelo, Braga e Cascais, também Sintra se tornou um concelho anti-touradas. Cascais proibiu ainda a realização de circos com animais e Sintra condiciona o licenciamento de eventos envolvendo animais pela "não existência de actos que inflijam sofrimento físico ou psíquico, lesionem ou provoquem a morte do animal". Aos poucos, os decisores políticos estão a consciencializar-se da importância do bem-estar e vida animal, quer se tratem de animais domésticos, selvagens ou os de quinta. Defender espectáculos tão cruéis - como são as touradas - apenas em nome de uma tradição é próprio de quem se mantém num estado muito primário da evolução humana. Nem tudo deve ser tolerado em nome da tradição e as touradas não o devem ser de todo! Assim como o não são as lutas de cães ou de galos (apesar de, infelizmente, estas existirem). As tradições podem manter-se vivas na memória colectiva sem que para isso tenham que ser sistematicamente revividas. Podem ser recriadas de múltiplas formas e utilizadas de forma pedagógica, neste caso, demonstrando às novas gerações o quanto evoluímos relativamente ou respeito pelo bem-estar e vida do outro. Dos animais!




Domingo, 8 de Março de 2009
Porque hoje é o Dia Internacional da Mulher...

 

... e porque muitas mulheres e homens não conhecem a origem deste dia, deixo-vos aqui um excerto da minha dissertação de mestrado:

 

 

"O dia 8 de Março de 1857 é outro dos marcos importantes na história das mulheres no movimento operário internacional. Cansadas da discriminação de que eram alvo nos locais de trabalho e exigindo a redução do número de horas diárias de labor, de 14 para 12, e o direito à licença de maternidade, as operárias das fábricas de vestuário e têxteis de Nova Iorque promoveram aquela que seria a primeira greve feminina no mundo, acompanhada por uma marcha pela cidade. A paralisação terminou de forma trágica. Por razões nunca devidamente esclarecidas, deflagrou um incêndio na fábrica têxtil Cotton - onde as trabalhadoras se tinham refugiado da polícia, que as perseguira de forma violenta, segundo os relatos da época -, o que causou a morte a 129 mulheres.
            Em 1908, milhares de mulheres voltaram a desfilar pelas ruas de Nova Iorque, reivindicando as mesmas medidas, bem como o direito ao voto. As principais palavras de ordem eram «pão» e «rosas», significando o pão a estabilidade económica e as rosas, a qualidade de vida. Nesse ano, o Partido Socialista norte-americano cria o Comité Nacional de Mulheres, cujo primeiro acto foi o de declarar o último domingo de Fevereiro como sendo o Dia Nacional da Mulher. As primeiras celebrações ocorreram a 23 de Fevereiro do ano seguinte, encabeçadas pelo Partido Socialista, e coroaram-se de grande êxito. Em 1910, as comemorações contaram com a participação em massa das operárias das fábricas de tecido de Nova Iorque, que se encontravam em greve. Calcula-se que dos 30 mil grevistas, 80% eram mulheres. A paralisação durou três meses, tendo terminado apenas no dia 15 de Fevereiro, véspera do Dia Nacional da Mulher. 
Nesse durante o Congresso Internacional das Mulheres Socialistas, realizado em Copenhaga, sob proposta da dirigente do Partido Social-democrata alemão Clara Zetkin[1], o dia 8 de Março é instituído como o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, em homenagem a todas as operárias que lutavam pela aplicação de medidas que traduzissem melhores condições de trabalho e pela instituição do sufrágio feminino. A proposta foi aprovada por mais de 100 mulheres (incluindo as três primeiras eleitas para o Parlamento finlandês) oriundas de 17 países. No ano seguinte, na sequência deste encontro, realizaram-se diversas manifestações, que reuniram milhares de pessoas nas ruas da Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça. Contudo, seria necessário esperar até 1921 para que a data fosse adoptada universalmente como Dia Internacional da Mulher (que ainda hoje se assinala), o que aconteceu durante a Conferência das Mulheres Comunistas, realizada em Moscovo. Até então, o Dia da Mulher não tinha uma data uniforme. A Rússia, por exemplo, assinalou essa data no dia 3 de Março de 1913, enquanto que em França tal sucedeu a 9 de Março de 1914 e nos Estados Unidos, a 19 de Março do mesmo ano.

 


[1] Clara Zetkin (1857 – 1933) – Professora primária e política alemã, aderiu ao Partido Social-Democrata, dirigindo, a partir de 1892, o jornal oficial do SPD. Entre 1891 e 1917, foi redactora-chefe da revista Die Gleichheit (A Iguadade). Em 1895, integra a direcção do SPD como membro da comissão de control, tendo sido a primeira mulher a desempenhar estas funções. Participa em todos os congressos da II Internacional, tendo sido a responsável pelo relatório sobre a situação e o movimento das mulheres trabalhadoras. Em 1920, representou o Partido Comunista no Reichtag, fixando-se, mais tarde, na Rússia (1923 – 1927). "

Nesse mesmo ano, durante o Congresso Internacional das Mulheres Socialistas, realizado em Copenhaga, sob proposta da dirigente do Partido Social-democrata alemão Clara Zetkin



Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
Igualdade de direitos - as Mulheres

Este é um tema que me é particularmente caro. Foi, aliás, objecto da minha dissertação de mestrado na área de História. Durante séculos e séculos, individualmente ou em grupo, com mais ou menos visibilidade pública, com mais ou menos dificuldades, as Mulheres lutaram pela igualdade de direitos em todas as áreas - política, cívica, económica jurídica -, mas em pleno século XXI, as dísparidades entre os géneros são ainda gigantescas. Mesmo nos países ditos desenvolvidos.

 

 

Tudo isto vem a propósito da apresentação, hoje, em Portugal, do "Relatório Progresso das Mulheres do Mundo 2008/2009: Quem responde às Mulheres? O relatório Género e Responsabilização", elaborado pela UNIFEM - Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher. De acordo com o documento, os números continuam ainda bastante negros: 60% dos trabalhadores familiares não remunerados são mulheres; as mulheres ganham menos 17% do que os homens; os homens têm cinco vezes mais probabilidade de ascender a cargos de decisão do que as mulheres; 57% das crianças que não frequentam a escola são mulheres. E os exemplos multiplicam-se.

 

 

Felizmente, há alguns progressos: 18,4% dos lugares parlamentares são ocupados por Mulheres (2008) contra 10,4% registados em 1998; na África subsariana, as mulheres correspondem a cerca de 70% da mão-de-obra utilizada na agricultura; em 2005, 39% dos trabalhadores agrícolas eram mulheres; em 2006, 86 países já tinham instituído algum tipo de legislação contra a violência doméstica. Mas é preciso muito mais. É preciso que as Mulheres e os Homens não baixem os braços e continuem a sua luta pela igualdade de direitos. É preciso que nós, Mulheres, não nos deixemos abater perante o primeiro obstáculo. É preciso que nós, Mulheres, não tenhamos medo de ter voz e de a fazer ouvir. É preciso que nós, Mulheres, reivindiquemos os nossos direitos. É preciso que nós, Mulheres, continuemos este caminho.




Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Saldos, promoções & outras ilusões

Não sou viciada em roupas, mas, tal como a maioria das mulheres, gosto de andar de loja em loja a provar trapinhos novos, a comparar cores, feitios, tamanhos e preços. Em época de saldos, promoções, descontos e outras ilusões, essa vontade agudiza-se e passar junto a uma montra e não parar, nem que sejam apenas alguns segundos, é missão quase impossível. Os descontos apregoados nas vitrines são de tal forma apetecíveis, que, muitas vezes, nem raciocinamos e acabamos por ser induzid@s em erro. Já para não falar nas estratégias muito pouco claras que os estabelecimentos adoptam para nos despertar o impulso consumista. Desde números garrafais com preços incríveis onde, por cima, se pode ler, em letras miúdas, "até" ou "desde", até, como eu própria vi hoje numa loja da Zara, em Lisboa, uma mesa com uma placa onde se pode ler "Tudo a 9,90", mas onde é difícil encontrar peças de roupa a esse preço. E se reclamarmos, assobiam para o lado e argumentam que nós é que não soubemos interpretar o que lá estava escrito. Em época se saldos, descontos, promoções e outras desilusões, altura em que tudo parece ser permitido para vender o que quer que seja, há que estar, mais do que nunca, atento aos nossos direitos enquanto consumidores.




Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
A crise e o abandono de animais

Um dos sinais mais fiáveis de que a crise económico-financeira bateu à porta das famílias portuguesas poderá ser o aumento do número de animais abandonados. Basta estar atento aos jornais e ao trabalho das várias associações de acolhimento de cães e gatos desamparados e aos canis municipais para perceber que, de facto, há uma correlação directa entre uma e outra. As famílias vêem os seus rendimentos diminuir e começam a cortar nas despesas que consideram supérfluas, neste caso, as que dizem respeito à alimentação e cuidados médicos dos seus animais de estimação.

 

 

Este é, para mim, um assunto bastante caro. Não entendo, nem quero entender, como é possível alguém abandonar aquele que é um companheiro fiel, muitas vezes, mesmo quando maltratado e agredido. Desde criança que vivo rodeada de animais, a maioria dos quais adoptados, e não me imagino a viver sem a presença deles. A minha actual cadela, a Pantufa, foi encontrada junto a um contentor do lixo juntamente com os irmãos, há mais de oito anos e, desde então, permanece comigo. Acreditem que é uma óptima companheira, nas boas e nas más horas. Tenho também uma ave, a Lira, da família dos papagaios, que viu o seu futuro negro quando a dona morreu e a família não tinha muita vontade de ficar com elas. E ainda uma rola-da -índia fêmea que um dia se enamorou da rola macho que eu já tinha e que não saía de perto da gaiola deste.

 

 

Sempre que posso, tento sensibilizar a família, os amigos e os colegas para a importância da adopção de animais abandonados e dos benefícios que estes trazem ao bem-estar pessoal e familiar. Sempre que posso, encaminho as iniciativas das associações de defesa dos animais e os divulgos os pedidos de ajuda que me chegam das mais variadas formas. Hoje, decidi aproveitar este espaço para divulgar mais um, respeitante a duas ninhadas (8 cães no total) abandonadas na Quinta da Beloura, em Sintra. Deixo-vos aqui duas fotos. Quem puder ajudar e esteja interessado em mais informações, contactem-me através do e-mail fatima.mariano@gmail.com

 

 

 




Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
Declaração Universal dos Direitos do Homem - 60 Anos

Para que nunca nos esqueçamos:

 

Declaração Universal dos Direitos humanos

Preâmbulo

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração humanos;
Considerando que é essencial a protecção dos direitos humanos através de um regime de direito, para que o homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão;
Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações;
Considerando que, na Carta, os povos das Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos fundamentais humanos, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres e se declararam resolvidos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla;
Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover, em cooperação com a Organização das Nações Unidas, o respeito universal e efectivo dos direitos humanos e das liberdades fundamentais;
Considerando que uma concepção comum destes direitos e liberdades é da mais alta importância para dar plena satisfação a tal compromisso:
A Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal
dos Direitos humanos
como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efectivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.

Artigo 1°

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Artigo 2°

Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.
Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.

Artigo 3°

Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo 4°

Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.

Artigo 5°

Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.

Artigo 6°

Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.

Artigo 7°

Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo 8°

Toda a pessoa tem direito a recurso efectivo para as jurisdições nacionais competentes contra os actos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.

Artigo 9°

Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo 10°

Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.

Artigo 11°

  1. Toda a pessoa acusada de um acto delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas.
  2. Ninguém será condenado por acções ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam acto delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o acto delituoso foi cometido.

Artigo 12°

Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.

Artigo 13°

  1. Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
  2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.

Artigo 14°

  1. Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países.
  2. Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por actividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas.

Artigo 15°

  1. Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.
  2. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.

Artigo 16°

  1. A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.
  2. O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.
  3. A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à protecção desta e do Estado.

Artigo 17°

  1. Toda a pessoa, individual ou colectivamente, tem direito à propriedade.
  2. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade.

Artigo 18°

Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.

Artigo 19°

Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.

Artigo 20°

  1. Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas.
  2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo 21°

  1. Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direcção dos negócios, públicos do seu país, quer directamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos.
  2. Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do seu país.
  3. A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos: e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.

Artigo 22°

Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.

Artigo 23°

  1. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.
  2. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.
  3. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.
  4. Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses.

Artigo 24°

Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas.

Artigo 25°

  1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
  2. A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozam da mesma protecção social.

Artigo 26°

  1. Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
  2. A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.
  3. Aos pais pertence a prioridade do direito de escholher o género de educação a dar aos filhos.

Artigo 27°

  1. Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.
  2. Todos têm direito à protecção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria.

Artigo 28°

Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efectivos os direitos e as liberdades enunciadas na presente Declaração.

Artigo 29°

  1. O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.
  2. No exercício destes direitos e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática.
  3. Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente aos fins e aos princípios das Nações Unidas.

Artigo 30°

Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma actividade ou de praticar algum acto destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados.

 

 




Sábado, 8 de Novembro de 2008
Curva contra curva

No IC 2 (vulgarmente conhecido por variante à Estrada Nacional 10) nem todas as curvas têm direito... aos mesmos direitos. Passo a explicar. Junto à saída de Santa Iria de Azóia (concelho de Loures), os postes de iluminação pública da curva que se segue nunca estão acesos. Ao contrário do que sucede nas restantes curvas do mesmo IC 2. Estarão lá apenas por mera questão estética? Para não quebrar a harmonia de postes de iluminação pública colocados dos dois lados ao longo de toda a rodovia?

 

Bem ser que manter uma estrada devidamente iluminada é dispendioso do ponto de vista financeiro (e este é um debate antigo em Portugal), mas uma vez que foi decidido manter o IC 2 iluminado, porquê excluir aquele troço? Acreditem que ali, a iluminação faz bastante mais falta do que nas zonas em recta. Principalmente quando chove ou está nevoeiro. Ainda para mais, não é aconselhável acender os máximos, para não encadear os condutores que circulam na faixa contrária.

 

Mais um exemplo de falta ineficiência da administração pública!


Jamé...:


Sábado, 1 de Novembro de 2008
Para o deputado Paulo Rangel

A propósito da entrevista que o deputado do PSD deu ao semanário SOL, na semana passada, em que defendeu que os animais não têm direito a ter direitos e que espectáculos violentos com recurso a animais devem ser preservados em nome da tradição, aconselho-o a ver muita atenção as seguintes fotos, que mostram o quanto os animais podem ser tão ou mais humanos do que os próprios homens.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




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