... ou a arte de bem fazer política à portuguesa

Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
Loures Municipal

A Câmara Municipal de Loures andou a distribuir o último número da revista Loures Municipal nas caixas do correio do meu bairro, na Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira. Qual será o objectivo?

 




Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Volta, Santana, que não estás perdoado!

Só hoje tive oportunidade de ler a entrevista de Pedro Santana Lopes à revista Pública, em que ele confirma o seu desejo de regressar à liderança da Câmara Municipal de Lisboa, de onde, aliás, segundo o próprio, nunca deveria ter saído. Santana Lopes sempre foi ambicioso. Muito ambicioso e o poder atrai-o de sobremaneira. Ninguém acredita, por isso, que a sua ida para o Governo, em 2004, se tenha devido apenas ao facto de o partido "nunca o perdoar" se não aceitasse substituir Durão Barroso no cargo. Ele próprio admite, na entrevista, que estaria a "prejudicar-se para sempre" caso recusasse o convite.

 

 

A ambição de Santana é tal que o próprio só admite exercer mais algum cargo político se for "para tentar estar dois mandatos em Lisboa" e que, desta vez, "nada, mas nada, mas nada" o fará abandonar a Câmara antes de cumprir os dois mandatos. Esquecer-se-á Santana Lopes que a voz do povo é soberana e só os eleitores lhe permitirão, em última instância, cumprir os dois mandatos? Que fará caso, nas segundas eleições, não for o escolhido? Tomará a governação da Câmara à força?

 

 

Se, repito, se for eleito, espero que não tente manobrar a imprensa como o fez anteriormente e que se rodeia de uma equipa de assessores melhor preparada. Guardo religiosamente uma carta de uma das suas chefes de gabinete a propósito de um comentário meu publicado no Jornal de Notícias. Trata-se de uma verdadeira relíquia, acreditem! A minha primeira reação foi rir. Depois, foi a de pena para com aquela. Cheguei mesmo a ter vontade de aconselhá-la a voltar à escola para (re)aprender a escrever português e a tirar um curso de assessoria, onde lhe ensinariam, entre outras coisas, que em política está-se mais exposto à crítica e há que ter algum poder de encaixe e não cair na tentação de enviar cartas a jornalistas por tudo e por nada. Sob pena de se cair no ridículo!




Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
Sou lisboeta e não sou perigosa!

As generalizações são sempre de evitar, sob pena de se cometer uma injustiça ou grave ofensa. Mesmo quando sustentadas por um estudo ou sondagem, este facto deve estar devidamente identificado. Em jornalismo, esta é uma das regras de ouro, embora nem sempre seguidas.Tudo isto vem a propósito do comentário de um editor de um jornal diário publicado hoje, em que a propósito dos insultos ontem dirigidos a Miguel Sousa Tavares à entrada da reunião da Câmara de Lisboa por parte de cerca de 200 estivadores, ele diz que "os lisboetas são perigosos".

 

 

Eu sou lisboeta (com muito orgulho) e não me considero uma pessoa perigosa. Não sei em que se baseou o editor para poder deduzir que todos aqueles estivadores nasceram ou residem em Lisboa.Tê-los-á inquirido a todos? O simples facto de trabalharem na capital não faz deles, nem de ninguém, lisboetas.

 

 

Mas se a lógica é esta, deveremos considerar todos os nascidos e residentes em Matosinhos perigosos só porque, em Junho de 2004, na lota local, apoiantes de Narciso Miranda e Manuel Seabra trocaram insultos e chegaram a vias de facto? E que dizer nos felgueirense, que em Maio de 2003, agrediram o dirigente socialista Francisco Assis? Muitos outros exemplos poderiam ser dados, mas penso ser desnecessário. Argumentos bacocos como este que apenas têm como objectivo ofender e instigar ódios não devem nem sequer ser lidos.




Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
Muralha de aço

Um dos principais atractivos de Lisboa é o Tejo e a relação que a cidade estabelece com este. Depois de décadas de costas voltadas para o rio, aos poucos a cidade foi-se aproximando do Tejo e hoje existem várias áreas na zona ribeirinha onde podemos usufruir de agradáveis momentos de lazer. Eu, por exemplo, quando preciso de momentos de reflexão costumo estacionar o carro na zona das Docas. Dá-me paz olhar para o balançar das águas, ver os navios a navegar, as gaivotas a grasnar...

 

 

Como tenho esta visão idílica do Tejo, custa-me entender que o queiram esconder, principalmente quando se recorre a argumentos económicos. Como acontece com o projecto hoje apresentado pela Administração do Porto de Lisboa na Câmara de Lisboa e que prevê a triplicação da capacidade de armazenamento de contentores. Melhor dizendo, a construção de uma verdadeira muralha de aço que afastará o rio das pessoas. Um projecto apresentado como um facto consumado, tendo em conta que o Governo aprovou já, sem recurso a concurso público, o prolongamento da concessão à Liscont, do Grupo Mota Engil, onde é administrador um antigo ministro do PS, Jorge Coelho.

 

As obras de ampliação durarão (previsivelmente) seis anos, período durante o qual será interdito o acesso ao rio pela zona das Docas, o que colocará em risco o emprego de quem trabalha nos bares/discotecas/restaurantes da zona. Tendo em conta que um relatório do Tribunal de Contas, datado de Setembro de 2007, refere que a Administração do Porto de Lisboa "apresenta desafogadas capacidades instaladas e disponíveis, para fazer face a eventuais crescimentos do movimento de contentores", menos ainda se entende a razão de ser deste projecto. A não ser devido a interesses económicos.




Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008
Lixeira na Avenida da Liberdade

 

 

Há poucos dias passei no local e deparei-me com um cenário digno de uma cidade em guerra ou de terceiro mundo. Além do entulho resultante da queima do interior do edifício ocupar parte do passeio, as grades de protecção não evitam que quem quiser possa aceder ao interior do imóvel. Com todas as consequências que daí podem advir.

 

 

O presidente da Junta de Freguesia de São José lançou hoje um repto à Câmara para que esta intime o proprietário do prédio (uma Junta de Freguesia do Alentejo), mas a verdade é que a autarquia deveria tê-lo feito há muito tempo. Em vez de se preocupar em ceder espaços públicos para a organização de actividades privadas, como pessoa de bem que é, a sua primeira preocupação deveria ser para com a segurança de todos quantos vivem e usufruem de Lisboa e a limpeza da cidade. Em vez de espectáculos mediáticos que poucos ou nenhuns benefícios trazem à capital.

 




Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
Também quero uma casa em Lisboa

Tive que ler pelo menos duas vezes e, ainda agora, não percebi se fala a sério ou se está a gozar connosco. Com aqueles cidadãos que recusam recorrer à cunha e ao amiguismo para daí colher benefícios próprios. Refiro-me a uma notícia publicada hoje no Diário de Notícias, onde se esclarece que a Câmara Municipal de Lisboa "não deu casa a Anita Guerreiro". Começo por não perceber por que razão o esclarecimento, que se apresenta em forma de notícia, tem o título a vermelho, destacando-se de todos os outros da mesma secção. as isso não é o mais chocante.

 

 

No corpo da notícia explica-se que, ao contrário do que tem sido ventilado na comunicação social, a fadista Anita Guerreiro não vive em qualquer casa arrendada pela Câmara de Lisboa. Não que não tenha tentado a sua sorte. A própria assume que há seis anos escreveu à autarquia a solicitar a cedência de uma casa, mas que o pedido nunca foi satisfeito. E por que pedia a fadista a casa? Aconselho-vos a sentarem-se confortavelmente antes de lerem a justificação.................

 

 

Anita Guerreiro queria uma casa da Câmara porque vivia no Cacém e "o facto de trabalhar até de madrugada impedia-a de regressar a casa de transportes públicos, tendo de se deslocar de táxi, o que se tornava muito oneroso".

 

 

Confesso que ainda agora não sei bem o que dizer em relação a estes argumentos. A não ser que a mim também me dava jeito ter uma casa em Lisboa, de preferência com uma renda bem baixínha, para aqueles dias em que não me apetece ser mais uma sardinha em lata no metro, para as noites em que me apetece dançar até às tantas e fico demasiado cansada para conduzir até casa ou, simplesmente, por que há dias em que não me apetece gastar cerca de uma hora no trajecto entre casa e o emprego. Tudo também boas razões, não acham? 


Jamé...:


Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Câmara de Lisboa arrenda Avenida da Liberdade

Não deixa de ser irónico! Na semana em que a polémica sobre o arrendamento de casas camarárias a funcionários, familiares, amigos e afins se agudizou, ficou a saber-se que a Câmara de Lisboa vai arrendar também, durante dois dias, a Avenida da Liberdade a uma conhecida marca de automóveis. Pelo menos, esperamos que a ocupação deste espaço público, ao que parece, à revelia dos vereadores da oposição, não se faça a título gratuito.

 

 

Durante um fim-de-semana (25 e 26 de Outubro), um dos principais acessos ao centro da cidade estará vedado ao trânsito para que a Renault apresente o seu mais recente monovolume pelas mãos do conhecido piloto Nélson Piquete Júnior. A avenida, que outrora foi um dos principais locais de passeio da capital, transformar-se-á em salão automóvel e pista de rali, uma vez que estão previstas manobras típicas da alta competição automóvel.

 

 

Não deixa de ser também irónico que uma Câmara que se queixa de que a cidade está a abarrotar de carros, que apela constantemente ao uso do transporte público e que, inclusive, já discutiu a possível introdução de portagens nas principais entradas, tenha cedido (gratuitamente?) um dos mais preciosos espaços públicos de Lisboa para uma acção publicitária... de automóveis. E esta, hein?!


Jamé...:


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