... ou a arte de bem fazer política à portuguesa
Domingo, 31 de Maio de 2009
Porque hoje é domingo...

 

 




Sábado, 30 de Maio de 2009
Sugestão de praia

Um dia com sol e calor como o de hoje convida, sem dúvida, a uns bons mergulhos numa praia ou uns passeios à beira-mar. De há uns anos a esta parte que tenho vindo a descobrir a costa alentejana e as suas belas praias a paisagens. A Lagoa de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, que conheci apenas o ano passado, é um dos poucos paraísos que ainda sobram, num litoral cada vez mais ameaçado por empreendimentos de luxo que o Governo teima em classificar como PIN (Projectos de Interesse Nacional), mas mais não são do que a privatização de um espaço que deveria ser de todos.

Aproveite para relaxar, limpar a mente dos problemas do dia-a-dia, conviver com a família e amigos, conhecer a fauna e flora locais e, por que não?, fazer um piquenique. Durma a sesta à sombra de uma árvore, ponha a leitura em dia ou, simplesmente, contemple o céu. Verá que segunda-feira, começará a semana com um outro espírito.




Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Este país não é para doentes

Um breve telefonema para o centro de saúde foi o suficiente para saber que o meu médico de família está de férias. Expliquei, então, que tinha três exames médicos com alguma urgência para fazer e perguntei se algum outro médico me poderia passar as credenciais do Serviço Nacional de Saúde. Do outro lado responderam que sim, que poderia aparecer no dia seguinte a partir das oito da manhã, que um outro médico trataria do assunto. E assim o fiz!

 

Manhã cedo (confesso, já eram 9.30 horas) dirigi-me ao centro de saúde com as guias do médico particular e na secretaria expliquei ao que ia. "A esta hora, já não há pode tratar do assunto", responderam. Perante o meu ar espantado e interrogador, explicaram-me que para poder ter direito à consulta do tal médico que substitui o meu teria que fazer marcação prévia, mas que até ao dia 15 de Junho estavam as consultas todas preenchidas. A outra solução era vir no próprio dia bem cedinho ("Entende, mesmo cedinho?") e, com alguma sorte, poderia arranjar uma vaga e ficar com o problema resolvido. Ou então, esperar pelo regresso do meu médico de família e aparecer de surpresa e pedir-lhe, encarecidamente, que me passe as credenciais para que, finalmente, eu possa fazer os exames médicos.

 

Definitivamente, este país não é para doentes!




Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Insensibilidade humana

Praça de Londres, junto à famosa pastelaria Mexicana, uma das zonas mais chiques e movimentadas de Lisboa. Final de uma tarde solarenga. Num dos bancos de jardim, um idoso cai ao chão e fica a queixar-se de dores num dos braços. Aproximo-me e tento levantá-lo, mas não consigo. Olho desesperada à minha volta, mas todos quantos assistem àquela cena pura e simplesmente ignoram as dores do velho e os meus apelos de ajuda. Finalmente, uma senhora aproxima-se ajuda-me a sentá-lo e posso finalmente ligar ao 112. Nesses poucos instantes apercebo-me que o velhote é um pobre indigente, com sinais de embriaguês e que não percebe uma palavra de português. Tem aspecto de ser do leste europeu, mesmo pelas poucas palavras que tartamudeia. Enquanto aguardamos os três pela chegada da ambulância, o pobre homem continua a queixar-se de dores do braço, de vez em quando chora e enconde a cara, para longo em seguida nos beijar a mão em sinal de agradecimento. Na rua continuam a passar pessoas, mas todas elas ficam indiferentes à dor daquele pobre homem. Até olhar para a montra de uma sapataria, cujas portas estão já fechadas, é mais importante do que tentar saber se aquele pobre homem precisa de ajuda. Nem os taxistas, com os carros mesmo estacionados à nossa frente, se dignaram perguntar se era preciso alguma coisa. Nem os clientes da fina pastelaria Mexicana, que a tudo assistiram desde o início, se incomodam a fazer seja o que for. Chega, entretanto, a ambulância e as duas jovens médicas tomam conta do pobre homem, que deve ter à volta de 70 anos. Alguns transeuntes páram, finalmente, para ver o epílogo desta verdadeira tragédia humana.




Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Um exemplo a seguir!

Num mundo em que o desemprego cresce de forma galopante, em que o patronato usa e abusa de esquemas mais ou menos legais para pressionar os trabalhadores e em que o bem-estar deste é a última das preocupações (se é que alguma vez o foi), ainda parecem existir excepções à regra.

 

 

A Google, já considerada uma das melhores empresas do mundo para trabalhar, resolveu identificar os trabalhadores que se sentem desmotivados e perceber as suas razões,  tentando assim evitar possíveis demissões. Porque se trata de uma empresa que acredita que o capital humano é, de facto, o que faz a diferença. Temendo  mais fugas de recursos humanos para empresas concorrentes, a Google está apostada em manter os seus quadros e em dar-lhes ainda melhores condições de trabalho.

 

Sem dúvida, um exemplo que deveria ser seguido!




Domingo, 24 de Maio de 2009
Porque hoje é domingo...

 

 


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Sábado, 23 de Maio de 2009
Sugestão de leitura

Depois de ter descoberto "A Sombra do Vento", poucas semanas após ter visitado Barcelona pela primeira vez, andava ansiosa por ler este "Jogo do Anjo", do catalão Carlos Ruiz Zafón, um dos melhores escritores da actualidade. Que nos transporta, uma vez mais, para o universo dos livros, dos amores e desamores, dos sonhos e das frustrações, das amizades e inimizades, da vida. Sem dúvida, uma óptima forma de passar este fim-de-semana cizendo e chuvoso. Garantidamente, a não perder!




Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Segurança à Simplex!

Num ano marcado por três actos eleitorais, numa altura em que nos aproximamos do verão, aquela época do ano em que alguns especialistas advinham que irá ser, se não pior, pelo menos igual, à do ano passado em termos de criminalidade violenta, o director nacional da PSP veio a terreiro defender o encerramento de esquadras sob o argumento de que "não se justifica o número de esquadras existentes".

 

Oliveira Pereira não defende o regresso às super-esquadras de Dias Loureiro, mas pura e simplesmente o encerramento de instalações policiais. Reduzindo, assim, os custos fixos e com o pessoal e afastando as unidades da PSP da comunidade. Argumentando, por exemplo, que o acesso dos cidadãos à Polícia está bastante facilitado com a queixa electrónica. Significa isto que a vítima de uma qualquer crime terá que preocupar-se em encontrar um computador com ligação à internet para poder formalizar a sua queixa. E que, não se sabe onde, nem quando, nem em que condições, alguém irá analisar essa queixa e dar seguimento à mesma. Perdendo-se, assim, a oportunidade de a vítima, com a ajuda de um agente da PSP, dar importância a pormenores que do seu ponto de vista são irrelevantes, mas que se calhar são essenciais para uma boa investigação. Se actualmente muitos cidadãos não apresentam queixa devido à burocracia e à descrença na justiça, com o exclusivo da queixa electrónica o número de denúncias sofreria uma grande redução. Será esse o objectivo? O de tornar as estatísticas politicamente mais favoráveis?

 

Defender o encerramento de esquadras sob o argumento de que cada posto exige, no mínimo, 15 elementos que são agentes que estão subaproveitados, é querer mascarar a verdade. O problema não são os agentes que estão subaproveitados, mas sim a falta de recursos humanos decorrentes de más decisões políticas e dos elementos da PSP que, descontentes com as suas carreiras, passam à condição de civil. Sejamos sinceros: quantos desses "elementos subaproveitados" têm condições efectivas para se tornarem patrulheiros? Está a PSP em condições de garantir um aumento real - em termos de recursos humanos e de meios materiais - de patrulhas a circular no terreno, junto dos cidadãos, nos locais onde os crimes de facto acontecem?

 

A questão da segurança é demasiado sensível para ser pensada e falada de forma tão simplex! Merece uma reflexão aprofundada com todos os agentes com responsabilidades nesta área e decisões sustentadas não em razões economicistas, mas sim em conhecimentos consolidados que permitam uma melhor racionalização de meios com vista a uma verdadeira cultura de segurança.




Terça-feira, 19 de Maio de 2009
Inevitavelmente, o assunto do dia!

O caso da professora de História de Espinho que abordou as questões da sexualidade de uma forma grosseira e inapropriada com os alunos, chegando a ameçá-los, marcou, inevitavelmente, a atenção dos portugueses ao longo do dia. De tal forma que assuntos tão ou mais importantes como as denúncias feitas (uma vez mais) pelo Bastonário da Ordem dos Advogados, o problema do desemprego ou o caso Freeport foram relegados para segundo plano. Não me vou pronunciar sobre a professora de Espinho (que muitos alunos consideram ser a professora "mais fixe" da escola), porque é por demais evidente que não é desta forma que se abordam questões tão delicadas como a virgindade, a masturbação, os sonhos eróticos nos jovens, entre outros. 

 

 

 

Mas espero que, pelo menos, este caso tenha o mérito de colocar os portugueses a pensar na problemática da educação sexual nas escolas. Há anos que se discute esta questão em Portugal, com recuos e avanços, mas sem se chegar a um fim. Como dizia Fernanda Câncio na semana passada, na sua crónica no Diário de Notícia, já é mais do que tempo de acabar com os preliminares e passar à fase seguinte. Ou então, "saiam de cima"!




Domingo, 17 de Maio de 2009
Porque hoje é domingo...

 

 




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