... ou a arte de bem fazer política à portuguesa
Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
Sou lisboeta e não sou perigosa!

As generalizações são sempre de evitar, sob pena de se cometer uma injustiça ou grave ofensa. Mesmo quando sustentadas por um estudo ou sondagem, este facto deve estar devidamente identificado. Em jornalismo, esta é uma das regras de ouro, embora nem sempre seguidas.Tudo isto vem a propósito do comentário de um editor de um jornal diário publicado hoje, em que a propósito dos insultos ontem dirigidos a Miguel Sousa Tavares à entrada da reunião da Câmara de Lisboa por parte de cerca de 200 estivadores, ele diz que "os lisboetas são perigosos".

 

 

Eu sou lisboeta (com muito orgulho) e não me considero uma pessoa perigosa. Não sei em que se baseou o editor para poder deduzir que todos aqueles estivadores nasceram ou residem em Lisboa.Tê-los-á inquirido a todos? O simples facto de trabalharem na capital não faz deles, nem de ninguém, lisboetas.

 

 

Mas se a lógica é esta, deveremos considerar todos os nascidos e residentes em Matosinhos perigosos só porque, em Junho de 2004, na lota local, apoiantes de Narciso Miranda e Manuel Seabra trocaram insultos e chegaram a vias de facto? E que dizer nos felgueirense, que em Maio de 2003, agrediram o dirigente socialista Francisco Assis? Muitos outros exemplos poderiam ser dados, mas penso ser desnecessário. Argumentos bacocos como este que apenas têm como objectivo ofender e instigar ódios não devem nem sequer ser lidos.




Coincidência... ou não!

Coincidência, ou não, dois dias depois de aqui ter publicado um post (ver segunda-feira, dia 27) sobre as deficiências no piso da estrada que liga a Portela de Azóia a Vale de Figueira, no concelho de Loures, o mesmo foi reparado. Não deixa, contudo, de continuar a ser criticável o facto de a devida reparação do piso ocorrer cerca de três meses depois de uma intervenção ao nível das condutas dos esgotos e das águas pluviais. Mas como diz o ditado, mais vale tarde do que nunca!




Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
Muralha de aço

Um dos principais atractivos de Lisboa é o Tejo e a relação que a cidade estabelece com este. Depois de décadas de costas voltadas para o rio, aos poucos a cidade foi-se aproximando do Tejo e hoje existem várias áreas na zona ribeirinha onde podemos usufruir de agradáveis momentos de lazer. Eu, por exemplo, quando preciso de momentos de reflexão costumo estacionar o carro na zona das Docas. Dá-me paz olhar para o balançar das águas, ver os navios a navegar, as gaivotas a grasnar...

 

 

Como tenho esta visão idílica do Tejo, custa-me entender que o queiram esconder, principalmente quando se recorre a argumentos económicos. Como acontece com o projecto hoje apresentado pela Administração do Porto de Lisboa na Câmara de Lisboa e que prevê a triplicação da capacidade de armazenamento de contentores. Melhor dizendo, a construção de uma verdadeira muralha de aço que afastará o rio das pessoas. Um projecto apresentado como um facto consumado, tendo em conta que o Governo aprovou já, sem recurso a concurso público, o prolongamento da concessão à Liscont, do Grupo Mota Engil, onde é administrador um antigo ministro do PS, Jorge Coelho.

 

As obras de ampliação durarão (previsivelmente) seis anos, período durante o qual será interdito o acesso ao rio pela zona das Docas, o que colocará em risco o emprego de quem trabalha nos bares/discotecas/restaurantes da zona. Tendo em conta que um relatório do Tribunal de Contas, datado de Setembro de 2007, refere que a Administração do Porto de Lisboa "apresenta desafogadas capacidades instaladas e disponíveis, para fazer face a eventuais crescimentos do movimento de contentores", menos ainda se entende a razão de ser deste projecto. A não ser devido a interesses económicos.




Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008
Obras de Santa Engrácia!

Há cerca de três meses que um troço da principal estrada de ligação da Portela de Azóia a Vale de Figueira, no concelho de Loures, se encontra no estado que as fotos documentam para grande desespero dos milhares de automobilistas que ali passam.

 

Para se proceder à susbtituição das condutas de águas pluviais e de esgotos, foi necessário efectuar cortes no alcatrão junto às duas caixas. Na altura, as obras estiveram devidamente sinalizada e o trânsito controlado por dois agentes da PSP. Mas uma vez feita a substituição e fechadas as valas, os trabalhos pararam como se tivessem ficado completos. Mas não ficaram!                                   

 

Como as fotos comprovam, o desnível do piso é considerável. Acresce ainda que estes se encontram logo a seguir a uma curva fechada, sem visibilidade e não existe qualquer sinalização a alertar os condutores. Já por duas vezes, o empreiteiro colocou areia para tornar o piso regular, mas com a passagem dos veículos, a chuva e o vento, rapidamente esta desaparece e o tudo volta o mesmo. Para quando a finalização dos trabalhos? Não se sabe! Mais uma obra de Santa Engrácia à portuguesa.


Jamé...:


Domingo, 26 de Outubro de 2008
Porque hoje é domingo...

 

 

Quem não gosta de uma revigorante massagem depois de um fatigante dia de trabalho? Divirtam-se!

 

 

 

 

 


Jamé...:


Sábado, 25 de Outubro de 2008
Sobrevivi - não sei como, mas sobrevivi!

O pós-título deste post deveria ser: crónica de uma jornalista à beira do desespero, que milagrosamente sobreviveu ao primeiro dia do Renault RoadShow Fórmula 1!

 

 

Acreditem: nunca desesperei tanto por momentos de silêncio como no dia de hoje. O motivo? Os elevados decibéis debitados pelos carros da Renault que participaram neste primeiro dia do RoadShow Fórmula 1 na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Por mais esforço de abstração que fizesse, foi difícil ignorar o barulho infernal e concentrar-me no trabalho! Ouvir as notícias na rádio ou na televisão ou realizar um simples telefonema foram tarefas quase impossíveis durante toda a tarde.

 

 

Uma tarde verdadeiramente infernal! O ruído provocado pelas máquinas e pela música debitada pelas colunas era de tal ordem que houve alturas em que a minha cabeça parecia que ia, literalmente, explodir. Em alguns momentos, o ruído chegou aos 130 decibéis, equivalente ao provocado durante a descolagem de um avião. Tendo em conta que 120 decibéis é o limiar da dor (nível máximo de intensidade são danos ao nível do ouvido), penso que mais explicações são escusadas.

 

 

A acrescentar a isto há ainda a poluição provocada no decorrer das manobras acrobáticas. Será que ninguém se lembrou que, mesmo sem esta ajuda extra, a Avenida da Liberdade é a artéria mais poluída de toda a Europa? E que dizer do comércio? Várias lojas optaram por não abrir hoje as portas e as que o fizeram queixam-se de avultados prejuízos. E que dizer do público? Quem veio assistir, obviamente, que se interessa por estes espectáculos. Mas não apareceram nem um quinto dos cerca de 100 mil espectadores esperados? Será que combinaram vir todos amanhã? A ver vamos...

 

 

E




Hora de Inverno - Acerte o relógio!

Na próxima madrugada entra em vigor o chamado horário de Inverno. Por isso, quando forem duas da manhã, não se esqueça de mudar os ponteiros do seu relógio (força de expressão, tendo em conta que vivemos na era do digital) para a uma hora. Esta será a hora pela qual nos regeremos até ao último domingo de Março de 2009.

 

 

Porquê este acerto? Até ao século XIX, cada localidade regia-se pelo seu tempo solar, que variava um minuto por cada 18 quilómetros percorridos em direcção ao Leste. Com a emergência do caminho-de-ferro houve necessidade de normalizar o tempo. Devido a essa disparidade de horas legais, alguns passageiros eram obrigados a esperar horas quando precisavam de fazer transbordo entre comboios e havia o risco de dois comboios que circulassem na mesma linha em direcções opostas puderem colidir.

 

 

A Inglaterra foi o primeiro país do mundo a normalizar a hora, em meados do século XIX. A adopção, a nível mundial, de uma referência horária global só foi decidida em 1884, na Convenção de Washington (EUA), a que Portugal aderiu a 24 de Maio de 1911.  Só nessa altura foi abandonado o uso da hora solar média do meridiano de Lisboa, que estava 36m44,68s atrasado em relação ao Tempo Médio de Greenwich (TMG), ou Tempo Universal (TU), que a referida convenção consagrou.

 

 

 

 

 Em Portugal, cabe ao Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) manter e distribuir a hora legal. Entre 1914 e 2001, existia no Cais do Sodré um relógio (ver foto) com a hora legal, que servia inicialmente para os comandantes dos navios que entravam no Tejo acertarem os relógios pela hora local. Há sete anos, o relógio foi retirado para reparação, mas, segundo a Administração do Porto de Lisboa, esta não será feita, devido aos seus elevados custos. Por isso, o relógio não voltará ao seu nicho.




Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008
PSP de Vila Franca de Xira

Desde que foi criada, no final do ano passado, a Divisão da PSP de Vila Franca de Xira tem desenvolvido uma importante política de informação junto dos munícipes da sua área de jurisdição. Em meio ano, editou e distribuíu duas brochuras com informação sobre o trabalhos que os seus elementos desenvolvem diariamente, bem como os respectivos contactos da sede da divisão, das esquadras que a integram, bem como o número de telemóvel dos agentes afectos ao programa Equipas de Proximidade e Apoio à Vítima (EPAV).

 

 


Jamé...:


Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
Outra vez a EDP

De facto, a política de informação aos clientes é inexistente na EDP. Como já aqui escrevi, e repito, como entidade prestadora de um serviço público, a empresa não tem só direitos (o de cobrar, e bem!, pelo serviço que presta), mas também obrigações, uma das quais é esclarecer cabalmente os clientes das acções que pretende levar a cabo na sua área de residência, quando estas perturbam o normal fornecimento de energia eléctrica e/ou implicam a entrada de funcionários na nossa casa.

 

 

O que se passou, mais uma vez, com os meus pais é bastante ilustrativo do que acabei de escrever. Não se sabe quando, nem porquê, a EDP decidiu colocar um novo cabo na rua dos meus pais, o que implica a substituição do cabo que faz a ligação do poste da rede pública a cada uma das habitações. O que implica que esteja alguém em casa para permitir o acesso dos funcionários da empresa contratada para levar a cabo essa empreitada. Mas ninguém na rua foi avisado da empreitada, nem de quando esta seria levado a cabo.

 

 

Imaginem, por isso, o espanto dos meus pais quando lhe bateram à porta a pedir para entrarem no quintal, porque tinham de proceder à substituição do tal cabo. Operação essa que além de obrigar ao corte da corrente eléctrica dentro de casa, provocou danos na pintura da fachada, que foi pintada este verão. E eu pergunto: se, por acaso, não tiver sobrado um resto de tinta, quem vai suportar o custo com a compra de uma lata e pintar o que foi danificado? Será que para uma empresa como a EDP é demasiado complexo avisar os clientes antecipadamente das obras que vai levar a cabo? Não me parece. Mais uma vez, estamos perante um claro desrespeito pelos direitos do consumidor.




Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008
Lixeira na Avenida da Liberdade

 

 

Há poucos dias passei no local e deparei-me com um cenário digno de uma cidade em guerra ou de terceiro mundo. Além do entulho resultante da queima do interior do edifício ocupar parte do passeio, as grades de protecção não evitam que quem quiser possa aceder ao interior do imóvel. Com todas as consequências que daí podem advir.

 

 

O presidente da Junta de Freguesia de São José lançou hoje um repto à Câmara para que esta intime o proprietário do prédio (uma Junta de Freguesia do Alentejo), mas a verdade é que a autarquia deveria tê-lo feito há muito tempo. Em vez de se preocupar em ceder espaços públicos para a organização de actividades privadas, como pessoa de bem que é, a sua primeira preocupação deveria ser para com a segurança de todos quantos vivem e usufruem de Lisboa e a limpeza da cidade. Em vez de espectáculos mediáticos que poucos ou nenhuns benefícios trazem à capital.

 




Me, myself & I
Pesquisar neste blog
 
Junho 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


Posts recentes

Porque hoje é domingo....

Porque hoje é domingo...

Porque hoje é domingo....

Sugestão de solidariedade

Sugestão de solidariedade

Haja coerência!

Dar o exemplo

Porque hoje é domingo...

Sugestão de passeio

Porque hoje é domingo....

Memórias

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

tags

todas as tags

Outros Jamé!
Bibliografia
"Génese e desenvolvimento do movimento feminista português (1890-1930)", dissertação de mestrado em História do século XX, FCSH/UNL, Abril de 2005
Em co-autoria: "Memórias da Siderurgia - Contribuições para a História da Indústria Siderúrgica em Portugal", coordenação Maria Fernanda Rollo, ed. História e Câmara Municipal do Seixal, 2005
É @ visitante nº...
Free Counter
Free Counter
Publicidade

Visit Animal friends from Europe
Locations of visitors to this page
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds