... ou a arte de bem fazer política à portuguesa
Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
Tiro ao pombo

Algumas Câmara Municipais encontraram uma forma económica de acabar com as populações de pombos que vivem nas cidades: matando-os a tiro. Em Beja, por exemplo, nas últimas três semanas foram abatidas 4000 destas aves através deste método, tendo a autarquia gasto apenas mil euros na compra dos cartuchos. Em Moura, outro concelho alentejano, esse número vai já nos 2500 pombos. As aves são abatidas por grupos de caçadores que, assim fazem o gosto ao dedo e treinam sem gastos adicionais, uma vez que os cartuchos são fornecidos pelas autarquias.

 

 

Não nego que os pombos se possam tornar uma praga, uma vez que facilmente se reproduzem, nem nego que causam problemas nos edifícios e podem tornar-se num caso de saúde pública (embora não tão grave como muita gente por vezes quer fazer crer). Mas matá-los desta forma, tendo apenas em conta o lado económico da questão, é um acto bárbaro, próprio de quem não respeita os animais. O que acontece se o tiro acertar de raspão ou atingir o pombo de uma forma não letal? Deixam-no simplesmente a sofrer até que a morte chegue?

 

 

Ainda recentemente, numa das mais belas praças de Setúbal (a Praça du Bocage), encontrei dezenas de pombos, alguns moribundos, outros já mortos. Alegadamente, devido a veneno que lhes terão colocado na água. Não imaginam o horror com que adultos e crianças olhavam para aquele cenário de horror, impotentes perante o olhos dos pombos moribundos.

 

 

Há métodos menos dolorosos e menos bárbaros para reduzir as populações de pombos, nomeadamente, colocando na comida produtos que impeçam a reprodução das aves. Mas, infelizmente, nestes casos, as Câmaras Municipais preocupam-se mais com a questão económica, como se os pombos não fossem animais de plenos direitos como todos os outros. E há ainda quem se divertida com tudo isto. Infelizmente, é o país que temos! 


Jamé...:


12 comentários:
De Pedro a 7 de Outubro de 2008 às 10:31
Bom dia,

O Alcochete Jamé! está em destaque nos Blogs do SAPO, em http://blogs.sapo.pt

Parabéns e boa continuação

Pedro


De Paola a 7 de Outubro de 2008 às 13:55
Impressionante como, já no século XXI, somos tão primitivos! Que os pombos sejam uma praga a abater, mas tantas que há para aí!!!

Parabéns pelo destaque e pela denúncia destas situações.


De FM a 8 de Outubro de 2008 às 20:31
Infelizmente, em termos da defesa dos direitos dos animais, Portugal ainda tem um longo caminho pela frente. E, de facto, como disse, neste país há muitas pragas que também deviam ser exterminadas.


De restelo a 7 de Outubro de 2008 às 17:53
Apenas : Liberalismo......


De RM2 a 8 de Outubro de 2008 às 00:13
Julgo que o mais indicado para tanta preocupação será as pessoas deixarem de respirar assim não correm o risco de matar os microbios.


De FM a 8 de Outubro de 2008 às 20:34
O que está em causa não é a necessidade de exterminar as populações de pombos, mas sim, a forma como isso deve ser feito. Infelizmente, são opiniões semelhantes a esta que colocam Portugal numa má posição em termos de defesa dos direitos dos animais.


De vitama a 14 de Outubro de 2008 às 19:21
digo de minha justiça.
Acho muito bem que as camaras desses concelhos que citou tenham tido a inteligente ideia de convocar caçadores para abater os pombos.porque?
porque os animalzitos estavam bem no meio do mato,não tinham nada que vir para as cidades,são uma praga que cagam em cima
da cabeça dos humanos,cagam em cima do marques de pombal,do camões,do d.afonso henriques,em cima dos carros...tirar uma cagadela de pombo de um carro é tarefa demorada e complicada,então para que queremos nós a merda dos pombos?e ainda são portadores de doenças algumas das quais transmissiveis aos humanos.morte aos pombos...já.


De FM a 15 de Outubro de 2008 às 18:04
Em nenhum local do post digo que estou contra o controlo das populações de pombos. Apenas defendo que existem outros métodos, menos brutais e de iguais resultados. Quanto a pragas, não sei se já olhou bem à sua volta, mas há por aí tantas pragas que também deviam ser exterminadas...


De Miguel Reis a 1 de Abril de 2009 às 11:54
Com certeza quem defende estes "lindos" animais não tem problemas diários com a sua presença. O controlo deve ser brutal, dentro das cidades deveria-se mesmo considerar a exterminação. Acho piada ao comentário "é o país" que temos"... em nenhum país civilizado do mundo estas pragas deixam de ser combatidas com a devida firmeza. O problema não é país, são os seus habitantes, gostam mais de animais e da sua merda do que das próprias pessoas. Muitos desses animais são mais bem tratados e alimentados do que muitos idosos e crianças neste país, esses sim têm direitos, quanto aos pombos... no campo sim, nas nossas casas não!


De FM a 2 de Abril de 2009 às 20:58
"A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de carácter e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom Homem"
(Arthur Schopenhauer)


De Anónimo a 3 de Abril de 2009 às 17:18
Pois, eu embora não aplauda o método sou a favor do controle da natalidade. Os pombos são uma praga, que nos suja a roupa, lixa as pinturas de automóveis, e por aí fora. E são de mais, sobretudo em cidades como as de Lisboa.
Os animais têm os seus direitos, ok, mas as pessoas até prova em contrário são mais importantes. E, neste caso particular, os direitos dos animais chocam um pouco com os das pessoas...
Por isso, espero que a minha Câmara (Sintra) siga estes exemplos. E mais. Que adopte medidas duras para combater a praga de excrementos de cães na via pública. Neste caso, a maior parte da culpa é dos donos, mas, pelo menos, no que toca a cães vadios, que intensifique a recolha. E já agora, que melhore rapidamente as condições do canil municipal. Estive lá uma vez e aquilo não é um canil. É um campo de concentração


De FM a 3 de Abril de 2009 às 17:57
"O que é o homem sem os animais? Se todos os animais desaparecessem, os homens morreriam de uma grande solidão de espírito. Pois, tudo o que acontece aos animais, logo acontece com o homem. Todas as coisas estão ligadas"
(chefe Seatle, tribo Duwamish)


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