... ou a arte de bem fazer política à portuguesa
Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
Dia Internacional das Pessoas Idosas

Se alguma valia têm os "Dias Nacionais/Mundiais/Internacionais" é o de nos fazerem pensar em assuntos sobre os quais no corre-corre das nossas vidas habitualmente não reflectimos. Acabam também por marcar a agenda mediática, ao gerarem um considerável volume de notícias sobre um determinado tema num curto período de tempo.

 

 

Hoje, Dia Internacional das Pessoas Idosas, saltou para a agenda dos media um estudo que indica que sete em cada dez idosos portugueses tem uma má alimentação, em termos de quantidade e de qualidade.Números que impressionam, mas que, infelizmente, não nos deviam surpreender. Se tivermos em conta o valor médio das pensões de reforma pagas em Portugal e o custo crescente dos bens alimentares facilmente se percebe por que é que muitos dos nossos idosos têm o peso abaixo do desejado, que por sua vez contribui para o agravamento de um estado de saúde já de si debilitante. Acreditem que muitas vezes não é fácil para eles decidirem se devem utilizar o magro pecúnio na conta da mercearia ou na farmácia.

 

 

No caso dos idosos residentes em lares ou em casas de acolhimento a situação é diferente. Apesar de muitas vezes os familiares desembolsarem todos os meses quantias exorbitantes nem sempre os serviços prestados aos idosos correspondem ao acordado. Há proprietários de lares para a terceira idade que não têm qualquer escrúpulo em manter os idosos numa completa escravidão, deixando-os, inclusive, passar fome. E estes, receosos de represálias, muitas vezes escondem os maus-tratos a que são sujeitos, desculpando-se, muitas vezes, com uma alegada falta de apetite para justificar qualquer perda de peso.

 

 

Há ainda uma terceira causa, não menos importante. Hábitos alimentares errados que perduram no tempo, principalmente nos idosos do interior do país. Por muito que médicos e familiares insistam no consumo de determinados bens alimentares em detrimento de outros, dificilmente estes idoso conseguem alterar tais hábitos. Como o de fazer cinco refeições diárias ou o que ingerir mais quantidade de um produto do que de outro. Os célebres pratos de "arroz com arroz" ou de "massa com massa" não são assim tão raros em muitos lares portugueses e nas raras vezes em que há conduto a acompanhar, predomina a carne, sobretudo de porco, com toda a gordura e sal a que tem direito. É necessário todo um esforço junto desta camada da população no sentido de lhes incutir hábitos alimentares mais saudáveis e que, simultaneamente, não prejudiquem a magra carteira.


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