... ou a arte de bem fazer política à portuguesa
Domingo, 14 de Setembro de 2008
E de repente... fez-se escuro!

É legítimo esperarmos das entidades que prestam serviços públicos que os desempenhem de forma eficiente e, tanto quanto possível, célere. Principalmente, se pagamos antecipadamente para usufruirmos desse mesmo serviço. Há cerca de um mês, regressados a casa depois de um fim-de-semana prolongado, os meus pais encontram o passeio junto à garagem no estado que a foto documenta. Repararam também que o poste de iluminação pública era novo, mas que não tinha lâmpada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estranharam o caso. Não tinha havido qualquer aviso de que o poste ia ser mudado (foi o único na rua) e tratava-se do fim-de-semana do 15 de Agosto. No dia seguinte, segunda-feira, telefonaram para a EDP para perceber o que tinha acontecido, mas do outro lado responderam-lhe que não havia qualquer registo de ocorrência ou trabalho realizado naquela morada (?!). À noite, em conversa com vizinhos, souberam que o poste original tinha sido derrubado por um camionista no sábado à tarde e, por isso, o serviço de piquete da EDP tinha sido chamado. Assim sendo, como era possível o atendimento ao cliente nada saber? Cerca de duas semanas depois, e após muita insistência, o passeio foi finalmente arranjado e colocada uma lâmpada no poste. Não sei se como forma de recompensa ou não, bem mais forte do que as que existem na rua, ao ponto de à noite não ser necessário aceder a luz do quintal.

Numa empresa que tem como lema "Sinta a nossa energia", como é possível o serviço de apoio ao cliente não ter acesso, mais de 48 horas depois, ao relatório do que ocorreu numa situação daquelas, ainda para mais, quando esta ocorreu numa altura em que ningém se encontrava em casa? Mesmo tendo em conta que os serviços de reparação foram contratados a um empresa externa, não estará esta obrigada a comunicar à EDP em tempo (quase) real a realização destes?

É por casos semelhantes a este que muitas pessoas optam por denunciar os problemas primeiro os meios de comunicação social e só depois às entidades envolvidas nos mesmos. Quando, enquanto jornalista, as questiono por que razão optam primeiro pelos jornais e televisões, respondem prontamente: "Só assim é que eles se mexem"!
Infelizmente, em muitos casos, é bem verdade. 


Jamé...:


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